sábado, 17 de novembro de 2012

Futebol: A terapia campeã!

Mesmo você que não gosta de futebol (e se leu isso afirmando potencialmente você é do sexo feminino). Se entender a que me refiro ao fim desse texto, estará próximo de concordar comigo e quem sabe até uma vontade de conhecer um estádio ao fim.

Futebol. Existe algo peculiar nesse esporte, que é a paixão nacional. Algo que consegue desperta um amor, paixão,afinidade, chame como quiser. Um sentimento verdadeiro dos fiéis torcedores. Cidadãos que por ora perdem a identidade. Não são mais bombeiros, médicos,engenheiros, empresários, funcionários de nada. Eles só se reconhecem em meio às cores e musicas do seu time. Vão a bares, discutem com os amigos, lotam os estádios, vibram com os gols e soltam os maiores palavrões existentes e até os nunca ouvidos em meio aos lances ruins. Essa peculiaridade que eu falo que não se define bem o que é, que desperta essa paixão e da uma voz única entre milhares de berros em todos os estádios, o sentimento de fidelidade pelo seu clube. Impressionante e belo. 

E como não seria impressionante observar seu Adão, um senhor comum, que batalha dia após dia,que está terminando de pagar a prestação da televisão, que tem que agradar a filha que reclama de não ter roupas para sair e o filho que quer o velho carro emprestado, com gasolina na reserva, para ir à casa da namorada. Aturar a voz grossa e autoritária do patrão, e a voz depressiva da esposa cansada. Mas no dia de jogo, Adão veste a sua camisa e corre a bilheteria pegar seu ingresso. E na entrada do estádio, nesse trecho seu Adão já não é mais um cidadão comum com dificuldades triviais de uma família brasileira. Ele agora é torcedor. E os gritos que ele suportou por uma semana, quando seu time entra em campo, eles urram em formas de palavrões,xingamentos e claro, de felicidade.

E é isso! Torcer nos da essa chance. Agirmos como sempre desejamos no dia-a-dia. Gritar na alegria e xingar com ferocidade quanto putos. E minha hipótese para o futebol é essa, que a peculiaridade que menciono seja agradar a nossa essência de agir por instinto, sem ser reprimido, advertido ou ser mandado embora. 

E ainda tem aquele aglomerado de sentimentos infantis de termos o melhor, não interessa que argumento contra exista. Se nosso time está na final da série C, ou disputando o titulo mundial. Acreditamos em uma partida disputadíssima caso ele enfrente o Real Madrid ou Barcelona. Afinal até o Paysandu calou o Boca em plena La Bombonera. Não importa se ele está na série D, C, B, A ou série nenhuma, ele será o melhor time do mundo. Pois tem sua paixão, tem você como o melhor torcedor. Assim como com a mulher que você é apaixonado. Ela é mais bela do que qualquer modelo da Victoria Secrets. Isso é natural e confortante.

O futebol agrega essa esperança. Essa que por inúmeras vezes oprimimos no dia-a-dia. Mas levamos no grito rouco e louco a cada canto de todos os estádios.

Agora com licença, que hoje meu time entra em campo.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Seja Parte da Solução


Esta manhã em visita a um cliente, um empresário dono de uma indústria muito renomada, de grande sucesso em seu segmento.
Como tantos outros empresários de sucesso, começou pequeno, cogitado como louco, excêntrico ou até mesmo patético por muitos. E como tantos, o têm sim o seu grau de loucura, que o fez transformar sua fabrica de garagem, em uma potente indústria que fabrica mais de 10 mil fogões por dia. (Sim eu também não sei aonde vão tantos fogões).

Falando algumas de suas passagens e discutindo sobre visões estratégicas que o faz ser um sujeito de sucesso, me contou ele uma história de infância, que até lembra essas histórias que esses palestrantes motivacionais ministram.

Conta-me ele que durante sua infância, na época que foi demitido de seu primeiro emprego de meio expediente e não conseguia mais contribuir com a renda familiar. E a única renda da casa de 05 pessoas era das costuras que sua mãe fazia para a vizinhança da pequena cidade que moravam. Certo dia sua mãe adoece. As despesas da casa acumulam e acabam por atrasos tem os serviços de água e luz cortados.  A despensa da casa estava quase vazia. Felizmente cultivavam no quintal algumas verduras e legumes meia dúzia de galinhas que os alimentavam com seus ovos.

No meio dessa dificuldade, uma tarde sua irmã mais nova chega saltitando depois da aula dizendo:
- Mamãe, mamãe... Amanhã temos que levar para a escola alguma coisa para os pobres.
Ouvindo isso, o empresário na época na posição de irmãos mais velho, mais ainda tão jovem, esbravejou com a irmã:
- Pare menina, não conheço ninguém mais pobre do que nós!
Mas logo foi calado pela sua mãe, conta ele. Franzindo as sobrancelhas e segurando ele pelo braço. Olhou para ele e disse:
- Se você passar para uma criança dessa idade a ideia de que ela é ‘pobre’, ela será ‘pobre’ para o resto da vida. Sobrou um pote daquela geleia caseira na geladeira, dê a ela para que leve.

Mamãe embrulhou a geleia em um papel com uma fita cor-de-rosa e entregou a minha irmã, que foi saltitando para casa com seu ‘presente par os pobres’. E para sempre depois disso, se havia um problema na comunidade, minha irmã presumia que ela devia ser parte da solução.

E foi com esse pensamento que segundo ele, toca sua empresa. Essa ideia que ele passa a cada colaborador. Que quando nos tornamos parte da solução, certamente não compomos parte do problema ou apenas de uma paisagem.
Sejamos pessoas de ação, é preferível o desgaste ao ficarmos enferrujados.

É por isso que adoro meu trabalho. Uma conversa de bar em cada dose.

sábado, 3 de novembro de 2012

Covardes não tem ressaca!

Já ouviram aquela frase com cunho humorístico que diz: “A bebida é inimiga do homem, mas homem que é homem não foge dos seus inimigos”. E isso é real. Você foge dos seus inimigos? Covarde!

Quantos já ouvimos de amigos as palavras: Nunca mais irei beber. Dá próxima vez irei me controlar. Nunca mais irei misturar vodca com suco de açaí. É conheço muitos que não bebem por medo da ressaca. Com a ideia de evitar os enjoos, as dores de cabeça e todas aquelas sensações ruins que veem no outro dia, isso se ainda não tiver aquela pior, a ressaca moral.
Certo, evitar essas ressacas até tem a sua lógica e coerência.
Mas quando ouço de alguém: Não irei beber por que tenho ressaca... Meu cérebro automaticamente liga esse cara, ao mesmo sujeito que não encara suas lutas por medo das derrotas. Que não joga bola na chuva com medo de pegar uma gripe. Que não vai a uma festa com medo de encontrar a ex-namorada com outro cara. Que não sai do emprego que detesta com medo de não conseguir outro. Que não se entregam a uma mulher, com medo de outro relacionamento fracassado. É pra mim o tipo de sujeito que insiste em se agarrar na sua zona de conforto, de mãos dadas com a comodidade e acariciando a mesmice.
E como dizem você não pode fugir para sempre. E um dia terá que encarar seus medos. E ai quando precisar fazê-lo não saberá como engatilhar a arma, ou recarregar os cartuchos. E logicamente você se ferir gravemente, ou ainda pior, será derrotado. Vai ter a sensação da inutilidade e da inexperiência. Pois assim como com a ressaca, você ficará inútil no dia seguinte. Porém se você não fugir dela, acumulará histórias com o pouco de lembrança que terá da noite anterior. E com o tempo vai descobrindo seus pontos fortes e fracos e as maneiras de driblar e diminuir as dores de cabeça do dia seguinte. Preservando os bons momentos vividos no bar e todas as mentiras que rolaram junto aos seus amigos bêbados inveterados. 
Beber é uma batalha. E o álcool como nosso inimigo, deve ser enfrentado até que ou nós ou ele, saia acabado. E verás que filho teu não foge a luta, nem teme a própria ressaca. Um dia perceberá que nascemos derrotados, mas prontos para batalhar e vencer. Pois vivemos na eterna busca da vitória. Logo, não batalhar é o mesmo que não viver. E é com esse pensamento que você vai entrar no bar e pedir umas doses e umas geladas e até alguns aperitivos para acompanhar.
Essa é a forma mais simples das tantas desistências que existem, por existir uma possibilidade de derrota. Como quando você desiste de conversar com aquela mulher sorridente, sentada sozinha no balcão, por acreditar que poderá levar um fora. Amigo, você já tem o “não”, logo até mesmo uma bofetada na cara vai lhe render uma boa história.
Não seja mais um covarde. Encare a sua ressaca. Entenda que ela existe e ponto. Procure você um meio de derrotá-la. Porém, abnegar do que você gosta por medo de que algo ruim aconteça isso pra mim tem apenas um nome, covardia! E sabem... não falo só de bebidas.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mulheres, cuidem do seu Canalha!

Cada canalha teve o seu tempo para levar alguém a sério, ou sentir algo que ele considere suficiente para ter um relacionamento válido dentro das questões que ele mesmo acredita. A diferença é como ele conduz cada situação (cada caso é um caso, e merece atenção diferenciada), definitivamente ele não trata todas de formas iguais, as “boazinhas” que querem compromisso e “as outras” que só querem curtir. E sim, os canalhas gostam da mulher que vai atrás, isso alimenta o ego (é lógico). Se sentem importantes. Mas o contrário alimenta sua habilidade e sensação de caçador.

Eu acredito que toda mulher deva conhecer um canalha pelo menos uma vez na vida. O homem canalha tem seu valor na sociedade, ele dignifica a mulher com quem se relaciona a faz perceber que a vida não é um conto de fadas, que muitas vezes para sermos felizes (ou estar feliz) precisamos antes de alguma dificuldade. Mas principalmente e não menos importante, mostra a ela que a vida apesar de difícil, pode ter momentos agradáveis. O homem canalha, não quer fazer ninguém sofrer. Se ela for boa de cama, charmosa, engraçada e com assuntos relativamente interessantes (dentro do que esse homem da espécie canalha aceita como interessante) as chances podem aumentar, talvez ele possa sentir algo além do orgasmo.

Não cobre, não tente ser igual a ele, mantenha-se com a postura de uma rainha, trate-o como um plebeu, porém, dê tudo que ele quiser. Agora você está jogando roleta russa, e a munição pode estar na agulha. Não fuja não se amedronte, não mude. Mas transforme-o, envolva-o, a melhor espécie de homem é a evolução do “homem canalha”. Ele é um diamante bruto que precisa ser lapidado, talvez já tenha se relacionado e magoado outras mulheres, talvez não consiga evoluir porque todas elas fugiram com medo. Que interessante é essa espécie de homem, mas interessante ainda será sua evolução de “homem canalha”. Mas pensaremos juntos, se ele pode ser tão bom como canalha, imagine sua evolução, como seria? Mas infelizmente, para isto, ainda não tem nome. Portanto, cuide de seu canalha.




Testosterona Blog.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cruel Destino

Gosto muito de uma frase - que novidade que é uma frase não? - do cangaceiro Virgulino Lampião, o rei do cangaço. Leia bem...
Lampião dizia que “o teu medo não te preserva do destino”.
Não sei se ele cria em destino como um roteiro de vida que vem de Deus. Sempre digo, à exaustão, que se houvesse esse destino escrito por Deus, Deus seria um formidável patife.

Se houvesse destino, o que teríamos feito para ganhar destinos tão diferenciados? Por que alguns nasceriam bonitos e outros feios? Por que alguns nasceriam saudáveis e outros doentes? Por que muitos nasceriam pobres e outros ricos? Por que uns nasceriam para assaltar bancos e outros para levar leite às crianças pobres? Não, não creiamos em destino. Deus, para quem crê, deu-nos a liberdade, o chamado livre-arbítrio. 

Com esse livre-arbítrio escolhemos o que fazer na vida, e do resultado das escolhas sobram-nos as responsabilidades. Faz sentido: não houvesse a responsabilidade, não haveria culpas. Não, não há destino, há livre-arbítrio.Voltando ao Lampião, a expressão “foi o destino”, muito usada para justificar fracassos e acidentes, sempre quis encobrir irresponsabilidades, desatinos; isso, claro, provoca alívio na consciência de muitas pessoas. Dizendo que foi o destino, isentam-se de responsabilidades, culpas.

Vim até aqui para dizer que acabo de ler nos jornais sobre o “destino” de uma garota que aceitou uma carona à saída de uma festa. A carona lhe foi oferecida por uma amiga, a garota convidada não conhecia o rapaz que dirigia o carro. Todos no carro, lá se foram. O estúpido que guiava o carro iniciou logo em seguida um racha com um outro sujeito, que também havia saído da mesma festa. Isso em Porto Alegre. Não andaram muito, arrebentaram-se contra uma árvore. Morreu apenas a moça da carona, essa que não conhecia ninguém no carro senão a amiga que a convidara para irem juntas para casa.

Coitadinha, que destino cruel... Destino? Os pais sempre tentam educar os filhos para não aceitar caronas em saída de festas, não andar com desconhecidos, não acreditar em amizades instantâneas, não aceitar propostas de “desafios” ou de tentações... Nada. Educar os filhos para serem caretas. Abençoada caretice. Com isso, vão diminuir os riscos do “destino”, ainda que o teu medo não te preserve do destino, como dizia Lampião. Ah, mas que ajuda, ajuda!


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pense Pequeno

Você que já tomou umas doses aqui comigo sabe, ao tomar meus Whisky's costumo ler velhas frases ou velhas noticias. Acho que sou o único que gosta de ler noticias antigas. Talvez essa minha ânsia de compreender por que um bom Whisky ganha maturidade com o passar dos anos, e a sociedade a perde.

Se eu chegar para ti e lhe dizer: Pense pequeno! O que você sentiria?

Pense pequeno foi uma chamada publicitária que sacudiu os EUA a algumas décadas. O criador da campanha foi quase levado a cadeira elétrica. Mas a ideia dele, mal interpretada, era formidável, se os americanos a tivessem a aceitado naquele momento talvez não teriam passado por algumas ruínas vistas nos últimos anos.

Foi assim. Quando a Volkswagem lançou o Fusca no EUA, um publicitário pensou para ele um texto promocional, que achei genial, mas não deu certo...

Bem na quela época os americanos só aceitavam carros grandes, difíceis de estacionar, que consumiam muito combustível...mas todavia esses carros tem mercado por que inconscientemente, compensam a pequenez e a impotência de seus donos. É a psicanalítica em questão.  Pois bem, o fusca seria uma revolução nos EUA, pequeno, prático, econômico, boa mecânica, fácil de estacionar, um sucesso mas...mas encalhou. Ninguém quis naquele momento. Tudo pelo título da publicidade de lançamento. Pense Pequeno.

Os americanos burros não entenderam o pense pequeno, o pensar no carro pequeno. Pegaram a coisa pelo - seja pequeno. Burros! O criador da propaganda foi execrado. Oras, já se viu americano pensar pequeno? Nunca! Eles gostavam de carrões, casarões, piscinões, bem do tipo dos brasileiros que com síndrome de grandeza que existe hoje. Mas tudo se explica pela impotência dos homens, eles buscam, pelo inconsciente, compensar por fora a pequenez interior.

Penso, por que não reviver o 'Pense Pequeno', do rejeitado publicitário americano? Por que não usar carros pequenos sem ser pequeno? Por que gastar com tolices externas apenas para parecer grande, externamente,  Por que não deixar para pensar grande só nas significativas virtudes da vida? Por que não pensar grande na leitura, na decência, na paixão pelo trabalho, pelo próximo, no respeito, de ser um ser humano grande? Por que não pensar pequeno por fora e grande por dentro?

A única grandeza que nos dá prazeres reais, que nos trás sossego, que nos dá saúde e paz é a grandeza de dentro. Ou alguém consegue ser feliz por fora sendo infeliz por dentro? A vida é interior, o exterior é reflexo.  É por isso que tantos infelizes procuram a felicidade externa sem se dar conta que perdem tempo. Quem tem vida interior, pensa grande, por dentro e por fora!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Síndrome do Coitadinho

Poucas coisas me deixam mais azedo do que ver a auto-depreciação. Uma doença terrível, que podia ser denominada como "Síndrome do coitadinho". Um sentimento que veda a felicidade. Nas situações mais dramáticas, esse sentimento o persuade ao olhar apenas para dentro ao invés de olhar ao horizonte. Sussurra, coisas ao seu ouvido, e sua vida passa a ser uma peça de teatro melodramática.

Essa síndrome ataca, e te faz lembrar o quanto você é rebaixado, ofendido. Importante, mais ainda assim desprezado. Incrível mas obscuro e ignorado. Hábil, mas não reconhecido. Ilustre, mais invisível.

Se eu fosse dar uma cor para representar a auto-depreciação, seria o roxo, como um hematoma. A síndrome do coitadinho é como uma mancha roxa, um sinal alertando que algo esta errado a um nível mais profundo. Temos hematomas quando sangramos por dentro.

Uma maneira horrível de morrer. Hemorragia interna. As vezes indolor, e quase sempre invisível, traiçoeira.
E um pequeno gotejar minusculo pode tornar-se uma inundação fatal. Um sangramento sem controle.

A Síndrome do Coitadinho, é a hemorragia silenciosa da alma. Você não vê, e muitas vezes não sente a força da vida fugindo, até não estar mais ali. Então vem o famoso jargão, "é tarde demais".

Essa enfermidade penetra nas entranhas do leal empregado não promovido, do filho aprisionado pelas normais dos pais, da pessoa com um amor não correspondido, de quem foi excluído no seu circulo social. Então a mente é inundada por um sentimento de auto piedade: "ninguém se importa com você, encare!".

Então vem a fase terminal dessa terrível doença. Sorrisos em seu rosto, apenas os de ironia para com a sua vida. Sua família é um desastre, você teve um mau casamento, você é fraco de mais, gordo demais, tem dividas demais, escolheu a profissão errada, não tem talento pra nada, é feio, muito branco, muito escuro, muito baixo, tem pé muito grande. Desculpas, justificativas, pretextos.

Pretexto que mascaram um sentimento de dúvida. Convenhamos, você não nasce com um complexo de inferioridade. Isso se desenvolve com o tempo. E como na realidade ninguém é inferior por natureza, essa síndrome tem cura. Injetando boas doses de auto-confiança.

Já lhes ocorreu que o fracasso pode ser seu melhor professor? Quantas histórias de pessoas que tiveram vitórias incríveis e se originaram de desastres pessoais você conhece? Poucas, e talvez nenhuma vitória, não sucedeu algum tipo de fracasso. Tornaram-se notáveis por que tinham confiança em si. Por que sabiam que podiam mais, que tinham capacidade. Não eram diferente de mim, ou do você. Não em sua natureza ao menos. Mas certamente na forma de pensar sim.

Se você sentir que esta com sintomas desta síndrome, ainda pode se livrar dela. Acabe com as desculpas, não culpe o mundo. Não culpe ninguém. Não seja passivo. Ou certamente sua alma sofrerá uma hemorragia. E você morrerá, sem uma única gota de alegria.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Apartheid Sexista

A velha história da guerra sexual, travada desde... Desde quando?

No inicio dos tempos, nós homens sempre estávamos ali, tentando mostrar nosso valor ao sexo oposto. Como é passado as crianças, ao menos quando eu assistia desenhos animados, lá ia um homem das cavernas, armado apenas de um porrete derrubar um tiranossauro e salvar a mulher de tapa sexo de leopardo. E ainda assim se após esse feito heroico ela o rejeitasse, bastava acertar a cabeça dela e leva-lá para a caverna. Não que eu aprove tal costume, mesmo por que creio não ter existido.

Mas depois disso, lá iam os nobres cavaleiros...dentro de armaduras cheias de ferro, carregando espadas, lanças, escudos, subindo em castelos, entrando em matas e cavernas, para salvar a pobre princesa indefesa das garras de algum dragão, feiticeiro ou mesmo algum malfeitor do reino. Assim invariavelmente torna-se o seu príncipe encantado e viver com ela felizes para sempre.

Bons tempos aqueles!
Mas hoje a coisa mudou e a figura é outra. Se os cavaleiros matavam dragões com sua espada e armaduras,  as mulheres de hoje estripam eles a unha e ainda fazem seus cavaleiros pendurarem a cabeça deles na sala de estar.

As vezes algumas mulheres "modernas" me assustam. Essa geração meio "Angelina Jolie", adora ser o gênero dominante, independente e indestrutível. Então me vem aparecendo inúmeras destas, chegando a fase da "tia", bem sucedidas profissionalmente, mas solitárias. E se questionadas sobre sua solidão, tem a resposta na ponta da língua: "Nenhum homem é digno da minha companhia", todos imprestáveis e machistas.

Muitas de certa maneira trocando prazeres de uma união conjugal e/ou maternal em nome de uma tal identidade profissional e de um tipo de auto-afirmação. E dizem com o peito estufado: Não precisamos de homens, já perdemos tempo demais nessa escravidão doméstica. Então vão ao trabalho, trocando a submissão ao marido, pela submissão aos patrões, empresários, aos corporações e ao mundo Business. E assim como existem mulheres batalhadoras, muitas aproveitaram desse novo cenário para nunca limpar, cozinhar ou lavar, simplesmente por que não querem fazer coisa nenhuma e ponto final.

É por isso que as vezes isso parece uma imensa guerra civil, um apartheid sexista. Sem leis a favor dos homens, por que segundo elas já tivemos privilégios demais desde que o mundo é mundo.
Tudo sempre favorece a mulher! E não me digam que é exagero. Um exemplo. Se uma esposa, digamos, castra o marido, não apenas todos riem, como a psicopata é transformada em heroína das mulheres, vira símbolo de uma luta contra o machismo. Ninguém se sensibiliza com o cara mutilado que agora vai aprender a urinar sentado. Por outro lado se o marido resolver se vingar de uma esposa que o traiu, mutilando seu órgão sexual, além de ir pra cadeia na hora, se torna o maior vilão da história. Muito justo os julgamentos né?

Mesmo que realmente muitos homens ainda parecem verdadeiros neandertais, a maioria no fundo que uma mulher ao seu lado, para que ele possa lhe oferecer proteção. E realmente no fundo (como muitas mulheres gostam de dizer também) a última palavra sempre foi delas, mesmo antes delas supostamente virarem a mesa. Sempre foi elas, Tróia caiu por causa de uma mulher, Lampião o maior macho do sertão nordestino, caiu por uma mulher, a banda de Rock de maior sucesso que existiu acabou por que? Mulher! Sempre foram elas em primeiro lugar.

Então aparece um movimento feminista  que inicia exigindo direitos iguais. Ok! Mas então transformam eles em: "Todos os direitos para elas, uns farelos a eles". E sim, elas vem nos superando, administrando melhor as empresas, projetando casas melhores, comandando países com mais desenvoltura, até dirigindo melhor ok, essa é só uma pequena minoria. Alguma até enchem melhor a cara do que muito boêmio, pilotam tanques, jatos, até na musculação muitas tem mais vigor que nós...sim que eu.

Bem, se me derem licença, terminei meu Whisky e vou ali abater aquele tiranossauro com meu cassetete, pra impressionar a gata que esta por perto. E vou correr, antes que ela pegue o bicho antes de mim. 


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Quando você crescer!

Vi um vídeo esta manhã, que me fez uma pergunta, quando eu era criança, o que eu queria? 
Atento a esta pergunta, tentei responder a questão, no inicio foi difícil realmente lembrar dos sonhos daquela criança, até que percebi que na verdade ainda existe muito mais dela do que eu podia imaginar. Mas vi que muitos caminhos se tornaram tortos e muita coisa que aquela criança não queria, aconteceu. 

Então no fim percebi algo, que me lembrou de uma musica que acho incrível, a sua letra composta por um cara que era muito além da sua época, de tal maneira que talvez mesmo morto, esteja além desta.

Me fez perceber que é sempre a mesma jogada.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Garrafa pela metade

Meu irmão e um amigo abrem uma garrafa de uma bebida qualquer, na noite onde vêem seu time jogar, uma tradição para os dois. Logo na manhã seguinte, um dia que seria como outro qualquer. Seria, não fosse um carro apressado e desatento que acaba nesse momento interrompendo essa velha tradição dos dois torcedores. Fica no balcão a garrafa, com algumas doses que sobraram da noite anterior, junto as tantas lembranças das derrotas e das vitórias que ambos cantaram e gritaram juntos. Da amizade eternizada nos últimos goles.

Por isso eu prefiro a garrafa que está pela metade. A lacrada traz o tão esperado sabor que encontrará minha boca, o amargo que me dá prazer e me satisfaz. Mas ela não tem uma coisa, algo que torna o beber tão complexo e importante, falta à garrafa lacrada boas histórias, talvez até as ruins, mas nela ficam cravejadas. E como eu já disse uma vez, não se deve começar uma história, sem terminar outra.

A metade vazia da garrafa é preenchida por uma gama de acontecimentos, risadas, velhos e novos amigos, paqueras, mentiras, foras, sexo. E é por isso que ela tem mais valor, quanto menos bebida tem em uma garrafa, mais vida ela tem. Dentro da garrafa se misturam memórias e álcool e por isso que às vezes perdemos um pouco, dos dois. Por vezes esquecemos o que aconteceu, se deixamos cair o copo ou não, quanto falamos enquanto bebemos, mas a garrafa sabe.

Ah, se as garrafas pudessem falar! Se algum geniozinho inventasse uma forma delas nos relatarem o que aconteceu. Eu acharia tantas carteiras perdidas, números de celulares não anotados, descobriria tantas mentiras sobre as “quase modelos da Victoria´s Secret” que meus amigos ficavam. Seria engraçado desmascará-los com os depoimentos da garrafa, porém, ficaria em segredo, somente um motivo para eu sacanear, não entregaria meus amigos por aí. Se esquecêssemos do que aconteceu, bastava perguntar à garrafa e ela iria contar tudo.

Contar tudo. Isso também poderia ser um perigo. E se as mulheres ficassem melhores amigas das garrafas? Totalmente improvável. Quando o seu Geraldo acordasse, a dona Ana já saberia de tudo. Não teve reunião, happy hour com os investidores japoneses é o caralho e quem é Cláudia? Até o pobre Geraldo conseguir reunir imaginação para explicar tudo, a garrafa já teria arruinado seu casamento. Pensando bem, as coisas como são estão perfeitas. Um bom whisky, algumas memórias e a garrafa pela metade, calada.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cofre do Futuro

Vejo no telejornal uma reportagem interessante. Mas é claro que não vou contá-la de imediato. Vou, primeiro, dar algumas voltas indispensáveis para só depois contar da tal reportagem. Antes, preciso dizer que costumo falar a quem me ouve que não cometa a bobagem de guardar no cofre do futuro os seus sonhos na vida. 

Explico. Vivemos numa sociedade interesseira, onde não prepondera a busca pela realização pessoal, pela felicidade. O que prevalece, isso sim, é a busca pelo dinheiro, pelo ter. Em razão disso, as famílias vivem enchendo os ouvidos dos filhos para que tratem de fazer um vestibular para alguma atividade que pague bem, que dê bom dinheiro, ainda que não realize, pessoalmente, a felicidade do jovem. Importa ter, não importa ser.

E muitos jovens caem nessa arapuca da infelicidade, silenciam seus sonhos, seus desejos, suas aptidões mais imediatas, para sair por aí a exibir diplomas inúteis e realizar trabalhos de que não gostam, tudo pelo dinheiro. E, com isso, deixam para o futuro, para depois da aposentadoria, só aí, fazer finalmente aquilo de que mais gostam. É o tal cofre do futuro.

Só que quando esse cofre for aberto, já nos adiantados da vida, ele estará sem cor, sem graça, murcho, morto... É tarde. Melhor é casar cedo na vida, com o trabalho, com a profissão que é a nossa paixão. E todos temos uma dessas paixões. É tolice dizer que o jovem não sabe de sua vocação. Sabe sim: ele fica é com medo de revelá-la aos pais ou de ser, mais tarde, chamado de trouxa, de pobre, etc, etc.

Agora digo o que ouvi e vi no telejornal Hoje. Foram "velhas" senhoras, idosas mesmo, tirando a carteira de motorista pela primeira vez, velhas, bem velhas. Por que tão tarde? Porque foram casadas durante muito tempo e os maridos não lhes deixavam dirigir, os "machinhos".

Mas agora, viúvas, livres e soltas para viver, liberadas para a vida, vão em busca da carta de motorista. É isso. Essas senhoras ficaram quietas durante muito tempo, com seus sonhos e aptidões guardados no cofre do futuro, não digo que esperando pela morte do marido, mas ganhando a liberdade após essa morte.

Que triste. Mas é, ainda hoje, um caso comum. Muitos maridos até deixam as mulheres dirigir, mas não deixam muitas outras coisas... E elas concordam, silenciam, não reagem. A esperança dessas mulheres é a viuvez. Sinto muito, é duro dizer, mas é isso e é verdade. Você ai, por suposto, não tem nenhum sonho guardado no cofre do futuro, pois não? E aquele Whisky que você adora tomar, mas guarda ai na estante esperando uma ocasião especial? Cuidado, pode acabar pelos outros bebe-lo, a ocasião especial ser sua ausência...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Teste de Amor

Li um livro de um psiquiatra americano, de renome mundial... Inicia o seu livro dizendo que quando o cliente entra em sua sala e ele não vai com a cara do cliente, ele não o atende. Achei formidável. Em todo relacionamento, inclusive o profissional, se houver um alicerce de simpatia, certamente tudo flui de forma mais natural.

O autor chama-se Gordon e seu livro: "Velho muito cedo, sábio muito tarde". Recomendo. Médico no Vietnã, muitas histórias para contar. De dentro e fora de sua família, muitos momentos pesados.

Gordon conta em seu livro, que quando ouve uma mulher dizendo-se extremamente apaixonada, dessas histéricas que dizem que vão morrer se não ficarem com um cara, faz a ela a seguinte pergunta: "Você tomaria um tiro no lugar desse sujeito?". Repasso essa pergunta a todos. Você tomaria um tiro no lugar do seu amor? Da boca pra fora não vale. Seja sincero com você mesmo...tem que responder com as vísceras.

Mas não é bem disso que quero falar, o que quero é dizer que o psiquiatra Gordon não acredita em recuperação de pessoas depois de um relacionamento falido. Você sabe que num relacionamento terminado sempre um dos dois, ele ou ela, foi um pouco mais vilão. Não digo que um deles tenha sido santo, isso não, sempre a culpa se dilui entre os dois, pesando um pouco mais para cá ou para lá.

Pois bem, o vilão vai iniciar um relacionamento novo, e mesmo que não seja vilão, vai se relacionar de novo. E vai levar para o novo relacionamento os mesmos vícios, as mesmas características de personalidade que inviabilizaram o anterior. E quanto mais relacionamentos, pior... Ninguém muda, afirma o psiquiatra.

E não é o que vivo dizendo por aqui? Ninguém muda. E a coisa está tão séria que quando um deles tem um pouco mais de dinheiro ou de patrimônio, ao casar “exige” um contrato especial de núpcias... O que significa isso? Que um dos dois está entrando numa relação de “amor” sem amor, com sérias desconfianças, isso sim. Ou você faz contratos especiais quando confia numa pessoa? Faz nada.

Agora, uma coisa é certa, só louco inicia um relacionamento no escuro. Não espere mudanças, ele não mudará.



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Do inicio ao fim.

"Nunca tenha medo de tentar algo novo. lembre-se de que um armador solitário construiu a Arca e um grande grupo de profissionais construiu o Titanic". Foi assim que li as veríssimas palavras de Luiz Fernando Veríssimo.

Uma vez ouvi em um filme que: "Quando chega ao fim, você passa a pensar no começo". Nada mais real. Eu não morri para ter certeza, talvez tenha chegado perto disso algumas vezes, ou não. Mas finais e inícios são constantes. Como quando você aprendeu a trabalhar em um computador, e fica lembrando da época em que você ficava "procurando" as teclas para digitar. Ou ainda (no meu caso) quando precisava de uma máquina de escrever para fazer um trabalho. Quando começou as aulas de inglês e as suas primeiras frases. Quando pegou seu irmão menor no colo e agora ele esta por ai namorando. Quando você contava os dias para completar18 anos, e agora lembra com nostalgia seus 15. E assim é com tantos outros aprendizados e momentos.

"Se eu soubesse antes, o que sei agora... - faria tudo exatamente igual?" Sabiamente aprendemos que, você sabe mais hoje que ontem. Então mais sábio entendemos que quase ou nada sabemos, e que talvez, apenas talvez, no fim, todo o inicio faça sentido.

Você simplesmente vê que poucas coisas fazem sentido, e isso faz todo o sentido do mundo.
Entende que você vai fazer coisas certas que vão dar errado, e fará coisas erradas que darão certo. Que o bem feito pode ficar incompleto e o mau feito, perfeito.Que vai fazer muito e faltar, e então fazer pouco e sobrar. Que coisas que você faz de conta que não gostou, foram boas. E as que faz de conta que gostou, detestou.

Quero apenas entender que a maioria dos seus planos para a vida vão mudar no caminho que o caminho também vai mudar. Que minha vida tomará rumos certos e incertos. E não posso fugir disso, tanto quanto não poderei fugir da morte. E se eu aprender isso, poderei fazer tudo, mas o resultado só vou saber no fim.


Quero aprender para  um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão. Que amor existe, que vale a pena se doar as amizades e as pessoas, não importa a reciprocidade. Que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim, e que tudo, literalmente tudo, valeu a pena.

Principalmente cada dose de Whisky que me foram servidas.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A arte do encontro

Encontro no aeroporto uma velha amiga que retorna de uma longa viagem. Passou muito tempo fora, vivendo em outras terras, convivendo com outras culturas. Ela não sabe, mas ser espectador desses fatos que ela conviveu me dão uma vontade enorme de tomar uma boa dose de Whisky e pensar...

Todos os dias é um vai-e-vem, a vida se repete em todas as estações, tem gente que chega pra ficar, outras que vão embora para nunca mais voltar. Tem gente que vai, mesmo querendo ficar, e outras que aparecem apenas para dar uma olhada.

E assim é a arte dos encontros e desencontros da vida. As chegadas e as partidas. Dois lados na mesma viagem. Ônibus vai partindo, vai chegando. É o mesmo ônibus. E a hora do encontro é a mesma hora da despedida. Você se despedindo de uma plataforma e dando boas vindas a outra.

E como diz a letra da musica..."quanta gente a gente vive deixando pra trás..." Quantas pessoas você conhece hoje, quantas já conheceu e quantas ainda irá conhecer até seu ultimo dia?. Assim fala também a frase ou dito popular: "a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida".
Muito conhecida, muito verdadeira.

A sua professora do primário, a primeira namorada, colegas de trabalho, antigos vizinhos, colegas de escola, de faculdade. Amizades que foram abandonadas, que se dissiparam por distancia, por mudança de rumos ou infinitos motivos.

Quantas vezes uma pessoa que você considerava insignificante, mudou todo o rumo da sua vida. Muitas vezes são pessoas que você nem mesmo conhece. Essa pessoa toma uma decisão, PÁH... Ai o café que você ia tomar todo dia naquela padaria perto do seu trabalho tem uma funcionária nova, que sorri de um jeito diferente para você todas as manhãs. Você não sabe ainda, mas o dono da padaria acabou de contratar a futura mãe dos seus filhos.

Digo isso com a máxima propriedade, já que na minha profissão acabo conhecendo muitas pessoas, cidades e estados. Seja o um cliente que virou um grande amigo, ou o cara que eu resolvi dar uma carona na estrada e que ele acabou encontrando o possível amor da sua vida por isso. (fatos verdadeiros).

Você nunca sabe quando uma atitude sua vai mudar os rumos da sua vida, e quem você vai encontrar nesse caminho. Mas é bom saber que você vai encontrar. E vai descobrir que quando dizem que sua vida depende apenas de você, não passa de uma metáfora, bonitinha, mas tão falsa quanto uma nota de 3 reais. Posso hoje te apresentar um amigo, que pode ser seu futuro marido. Ou resolver te contratar para trabalhar na empresa dele. Ou ainda você se tornar mais amigo dele que eu, e terem varias aventuras em sua amizade.

Lembra daquela noite, que você estava em casa, sem muito animo para sair? Por que o dinheiro tava curto, ou por que discutiu com seus pais? Mas seus amigos, aqueles filhos da mãe não te deixam em paz com seu momento depressivo e te carregam pra balada mais movimentada da cidade. E você acorda no outro dia com um sorriso de ressaca, recordando quando consegue lembrar de alguma coisa, que teve uma das noites mais doidas de sua vida, e ainda com o numero de um celular com um nome novo na sua agenda... É eu sei.

É realmente esse paradoxo dos encontros e desencontros é longo, complicado e fantástico.

E como muitos encontros são embalados de uma boa dose...Garçom trás mais uma dupla com gelo por favor!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Verdades que os homens contam - 2 Round

Silvia andava meio cansada de homens. Pensou até em, como dizem por aí, colar o velcro, beijar o carpete, colocar a aranha pra brigar. Mas desistiu, o negocio dela era homem mesmo.
O problema é que homem mente demais. Toda mulher sabe que homem é mentiroso. O que ainda não mentiu, vai mentir. Ela então resolveu tentar uma estratégia diferente e se cadastrou num desses sites de relacionamento on-line. Talvez o fato de Silvia ser loira explique por que ela resolveu fugir de homem mentiroso buscando um na internet. Mas quando o desespero bate, vale tudo. Vai que né?

Silvia acabou marcando um encontro com Ademir, um cara normal. Nem muito alto, nem muito baixo, nem gordo nem magro. O único diferencia de Ademir estava guardado dentro da cueca. Silvia fez as contas e chegou a conclusão de que é melhor um cara normal e bom de cama, do que um bonitão, ou rico que viveria cercado de mulheres 'fáceis'. Era melhor diminuir as suas expectativas e se ver livre de mentiras do que sonhar alto demais e sempre acabar caindo. 

Saíram e foram até um restaurante para se conhecer melhor. Conversaram bastante, falaram de suas vidas, fizeram confissões, perceberam que tinham gostos e ideias parecidas, achavam um ao outro atraentes, tudo estava indo bem. Sílvia não era mulher de dormir com alguém no primeiro encontro, mas a situação estava tão preta que ela resolveu abrir uma exceção. (exceção é como as mulheres chamam as suas pernas, já que quando acontece algo no primeiro encontro, elas sempre estão abrindo uma exceção, nunca o fizeram antes).

Entre um amasso e outro, uma musiquinha, pega daqui, encoxa dali, foram para o quarto. Ademir deu aquela caprichada nas preliminares, mas quando chega o momento em que Sílvia resolve despi-lo, ela grita pasmada.

- Peraí, Ademir! Assim não dá!
- Como assim Sílvia, o que houve?
- Eu fui pra esse maldito site de relacionamento por que estava cansada de homem mentiroso.
Você disse que tinha uma BMW, veio me buscar de Celta, deixei passar. Você disse que tinha uma apartamento de frente para o mar e me trouxe nessa kitnet. E tinha cadastrado no site que possuía atributos físicos além dos padrões (pra não dizer dotado) e agora vejo que não tem nada de mais. Você não passa de mais um mentiroso!

- Calma, vou explicar. Meu carro esta na revisão, esse é o que a concessionaria me deu como reserva. Esse apartamento é de um amigo meu, estou aqui uns dias por que o meu esta em reformas. Mas realmente dei uma aumentada no meu perfil sobre os meus atributos.

- Ta vendo? Mentiroso! Canalha!
- Posso perguntar uma coisa? E esses seios ai? São silicone certo?
- São e daí?
- Você é loira ou tinge o cabelo?
- Pintei, mas o que tem haver?
- Aquela sua foto do perfil? Me parece um pouquinho diferente, melhorada...
- É eu melhorei ela um pouquinho no photoshop.
- Pois é, eu te contei uma mentira, você contou quatro. Como eu sou um cara legal, vou te perdoar.

...e continuaram os amassos.


(Marcel Dias).

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O mau é beber sozinho

Frequentemente digo aos meus amigos, o quanto eu gosto da minha companhia, de viajar, pegar estrada sozinho, sentar na minha sacada e beber minhas doses. E muitos confundem isso com anti-socialismo, ou egocentrismo. Mas não entendem que esse pré-julgamento vai contra a tudo que realmente penso.
Sou uma pessoa completamente dependente das amizades que tenho. Mesmo que muitas vezes meus amigos não saibam disso ou percebam isso.

E por isso acredito que o mau do homem é beber sozinho. Pois há aqueles que se sentem independentes da convivência humana. Gente que não precisa de ninguém, que pode fazer tudo sozinho e se dizer completo. Bem, eu sinceramente prefiro estar em uma mesa apertada, dividindo espaços para tantos copos e cotovelos se empurrando, brindando até ultima dose de Whisky. Do que sentar no sofá, ligar a TV e comer o resto de comida requentada a dias na geladeira, sem ninguém.

Com toda essa eterna ânsia de multiplicar, eu prefiro dividir. E nas mesas que me sento não dividimos apenas a bebida, a comida e a conta. Dividimos o papo, o riso farto, ou por vezes angustias. Verdades e mentiras. E no dia seguinte, a ressaca em grupo, frutos das lembranças ou da total ausência de memória da noite anterior. E essa também é uma das partes boas, quando não recordamos de tudo, e acabamos por incrementar a narração, aumentando um pouco, mentindo, sem maldade. Apenas para que nossos amigos estejam sempre entretidos. Por mais que todos saibam que é provável que o que o Paulo falou sobre as Gêmeas no elevador seja mentira, rimos e ficamos espantados, duvidamos, mas só um pouco. E então chega nossa vez de contar a nossa estória. Uns detalhes a mais não fazem mal a ninguém. Isso é beber junto.

Beber, aqui sinônimo de viver. Se focemos sozinhos, quem faria os coros nas arquibancadas? Quem sacanearíamos a cada atualização de status? Um homem de verdade entende que não é só. Sabe que um dia pode precisar de alguém. Até de um alvinegro, espero que eu nunca.

Um homem bebendo só, esta sentado, confortável. Mas sem ter quem sacanear pela derrota do seu adversário. Sem ter quem sacanear pela "filhote de cruz-credo" que pegou na noite passada. O homem que bebe só não conta histórias, não comenta nada. Talvez não por não ter o que falar, mas por não ter a quem ouvir. A ressaca chega, e o que ele fez na noite anterior não interessa a ninguém. Quase tão solitário quanto um torcedor do Ituano.

Então, eu prefiro sim beber junto. Tomar cuidado para um cotovelo não derrubar meu copo - Deus me livre que isso aconteça - rindo e atento. Bolando coisas a contar e fazendo vaquinha para pagar a conta.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

As verdades que os homens contam!


Júlio tinha fama de bagunceiro. Desde pequeno, sua mãe lutava para fazer com que ele arrumasse a cama todas as manhãs, antes de ir para a escola. "Mas que menino desorganizado" - dizia ela. Perdido em seus pensamentos, Júlio não queria arrumar a cama de jeito nenhum. E foi assim durante anos. Júlio foi crescendo, chegou até a faculdade e começou a namorar Roberta, que tinha mania de organização. Casaram em uma linda festa, tudo minunciosamente detalhada e executada conforme Roberta havia planejado.

Apos seis meses de casados, Roberta que ainda não tinha conhecido bem o lado bagunceiro de Júlio, começou a ficar cansada de não encontrar nada no lugar. Por mais que ela pedisse, ele parecia não ouvir e pouco se importava se a casa estava bagunçada. Roberta resolveu conversar e dar um basta na situação. Ou Júlio dava um jeito, ou ela daria um fim no curto casamento.

- Júlio precisamos conversar seriamente.

- Meu amor, adoro sua voz sabia?

- Estou falando sério, temos um problema a resolver.

- Posso cheirar seu pescoço antes? Amo seu perfume, é como se eu respirasse vida.

- Não, não pode. Escuta só, estou cansada. C-A-N-S-A-D-A de mandar você arrumar as coisas e você me ignorar completamente! Não aguento mais chegar em casa e encontrar a cama do mesmo jeito, como se não tivesse pedido para você arrumar antes de ir pro trabalho. E as taças de vinho de ontem? Ainda estão no mesmo lugar, Júlio! Isso é um absurdo, assim não da para continuarmos casados.

- Calma amor, deixa eu explicar, é o seguinte...

- Não tem explicação. Nenhuma desculpa sua vai colar Júlio.
(uma pausa para lembrar que ela chamou ele pelo nome inúmeras vezes, provando que estava realmente zangada).

- Você não quer ao menos ouvir o que tenho a dizer?

- Seja breve...

- Sabe por que eu deixei as taças de vinho no mesmo lugar?

- Não e acho que nem quero saber.

- Vou te falar assim mesmo. Deixei por que na noite de ontem fizemos 6 meses de casados. Seis meses desde que a minha vida mudou da água para o vinho. São 180 dias desde que percebi que não vou estar mais sozinho. E eu queria viver esse momento cada segundo possível. Queria acordar, olhar para aquelas taças, ver o restinho de vinho no fundo, ver o batom marcado onde sua boca tocou. Ter certeza que não foi um sonho, pois as vezes ter você comigo me faz duvidar da realidade o tempo todo.

- E a cama? Por que você nunca arruma a cama? (aqui ela já não o chama mais pelo nome)

- Por que ela é nosso lugar sagrado. Onde deitamos, dormimos, conversamos, esquentamos os pés um do outro, pensamos no futuro, nos amamos. Onde vamos passar 1/3 de nossas vidas juntos.

- E isso é desculpa pra não arrumar?

- É que gente feliz não arruma a cama. Cama bagunçada tem muito mais vida. Quem esteve nela sabe o que aconteceu só de olhar para os travesseiros virados, o formato do edredom amassado. A gente olha e sabe onde cada um esteve, sente o calor trocado. Mesmo que tenho sido só uma noite de sono profundo, a gente lembra. Lembra que o sono foi bom, que o outro estava ali. E arrumar a cama cedo, faz que tudo isso suma num piscar de olhos, sabe?

- E por que você arrumou a cama algumas vezes quando eu não morava com você?

Essa é a resposta! Você não estava aqui sempre. Sem você dormindo aqui, as noites era infelizes. Eu arrumava a cama para esquecer que dormi sem você.

- Acabei de me lembrar de uma coisa.

- O que?

- Nem tomamos o café da manhã ainda, vamos?

- Vai preparando que eu vou arrumar a cama como você queria.

- Não arruma não, deixa assim. Olhei melhor e vi que ela esta do jeito que eu quero.



(testosterona blog)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Felicidade sem Motivos

Estou quase convencido, falta muito pouco... Esse quase, é resultado obviamente das minhas conversas de bar, entre dose e outra. Explico. Dependendo da pessoa que senta-se a mesa comigo, entre um papo e outro, pergunto a ela qual o sentido da vida. É um assunto que de certa maneira me viciei em obter diversos pontos de vista. Essa mania pisciana de querer conhecer os sete mares, todos os seres vivos e seus modos de viver em cada habitat.

Para a minha decepção, quase todas tem a mesma resposta. Mas não me decepciono por que as respostas divergem da minha ótica, mas por que é frustrante ver todos pensando a mesma coisa. Vocês já conhecem a minha caixa de sapatos onde guardo as minhas frases, e lá guardada tem uma que sou religiosamente adepto: "Quando todos estão pensando da mesma maneira, alguém não está pensando". Bem a maioria diante da minha pergunta, balança a cabeça, joga os cabelos pra cima, respondem de tudo um pouco, mas o que mais aparece é: o sentido da vida é ser feliz.

E aqui estou de volta ao assunto felicidade, por que entre essas minhas doses, encontro no bar um velho amigo, esse estudou psicologia, não acabou o curso, e tomou o rumo da sua vida profissional para caminhos mais, digamos...esotéricos. Onde esta até hoje com seus 37 anos.

Reencontro o amigo e lhe pergunto:

- E aí Índio velho, como vão a lida?

- Lutando - ele responde.

- Sim, mas que tipo de luta?

E então ele iniciou um longo e interessante discurso sobre a vida, sobre a sua luta para encontrar sentido nas coisas. Aquelas conversas de bar. Bah, se um psiquiatra passasse por nós, certamente levaria os dois...

Pois bem, por acaso, se é que existe acaso, na manhã seguinte em que conversei com meu amigo, entrei em uma livraria, olho daqui e dali, achei uma obra da americana Marci Shimoff, que bem pode servir de roteiro para a tal felicidade que tantos dizem ser o sentido da vida. O livro trata da 'Felicidade sem Motivos', interessante.

Por que estamos sempre condicionando felicidade ao ter? A não perder e sempre ganhar. A sentir um prazer especial. A dispor de algo físico ou emocional que nos justifique momentos felizes. E na noite anterior, eu e meu amigo, um tanto embriagados havíamos conversado sobre isso. Sobre essas raízes da infelicidade humana. E que sempre condicionamos a nossa felicidade ao ter ou algum motivo especial.

Cito um exemplo: Você toma coragem e vai declarar seus sentimentos a uma pessoa, no fim da declaração descobre que seus sentimentos não serão correspondidos. Nesse ponto você tem dois caminhos a seguir. O de ficar triste pela decepção de não poder ficar com a pessoa que você sentia algo, e talvez nunca mais criar coragem de se declarar para alguém. Ou o de saber que você transpareceu os sentimentos que tinha guardado em seu peito, e você tem consciência de que nem sempre será correspondido e fez o que devia fazer, e então sente-se em paz consigo.

E a felicidade - e quem não sabe disso? - só pode estar em nossa cabeça, e não precisa, não deve precisar, de razões especiais. Cabeça e mente em paz, aí esta a felicidade. Quem a tem? Por isso somos tão infelizes, precisamos sempre de um motivo, de algo, de alguém. Quando na verdade precisamos de nada, além de uma cabeça sem motivos, apenas em paz. De fato, é muito fácil ser feliz. Mas é tão difícil...


terça-feira, 3 de julho de 2012

Somo únicos

Não digo que a pessoa deve se achar a figurona, andar com o rei na barriga, como dizem os antigos, assim sem mais nem menos. Mas digo que deve lutar para ser "a tal". Ai sim, ninguém vai chama-lá de prepotente, abusada, vaidosa. Pois ser "a tal" vai ser o resultado do seu empenho continuo, do esforço para o mérito.

Quem me conhece profissionalmente, sabe que costumo falar do ranking sobre as 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Costumo perguntar as pessoas se elas sabem qual é a primeira. Você ai, sabe?

As pessoas pensam, arriscam nomes de algumas mundialmente conhecidas. Bolas! Esta na cara, a melhor, a número um tem de ser a empresa que você trabalha! Essa empresa, seja ela qual for, tem que ser a melhor, por que você trabalha nela, o ranking de liderança desta empresa deve-se a você. Eu por exemplo, trabalho na número um do Brasil...

Quem não pensa dessa maneira, é uma pessoa sem conteúdo, perdedora. Só trabalha tendo como visão da empresa, um lugar para garantir seu misero salário. Vendo as horas passarem lentamente no relógio, contando os segundos para ir para casa. Acho que foi Confúcio que proliferou a frase: "Escolha o trabalho que tu gostas, e não terás que trabalhar um dia em sua vida".

Digo incansavelmente, que quem tira do seu trabalho apenas o ganho financeiro, ganhe quanto for, será sempre mal pago. E isso infelizmente, é a realidade da maioria. Por isso se vê tantas pessoas reclamando de seus empregos, dos chefes, das empresas, das suas profissões.

E isso não é conversa mole, não é uma tese. Tenho motivos, fatos. Logo cedo, como é de meu costume para acompanhar o café, abro o jornal. Deparo-me com uma foto de uma linda loira, vendedora de cosméticos.

No texto desta vendedora tinha a seguinte publicidade: "Somos mais de 1 milhão de revendedoras. Mesmo assim, eu me sinto a única..." Perfeito.

O colaborador, principalmente o vendedor, aliás, todos devem ser 'vendedores' da sua empresa, tem que se achar o número um. Sentir-se assim, e lutar por isso. Seu sucesso depende desse pensamento, e desta ação.

Sinto dizer, mas quem não trabalhar assim, será um formidável perdedor. Se cantas em um coral, considere-se a voz de todo o coral, ainda que sua voz seja de um pato gago. Esse conceito elevado não resultará em egocentrismo, desde que você lute para obter resultado dos seus pensamentos. É um sentimento de segurança, de autoestima, sensação que sempre que vivemos, lutamos par ser. E se lutarmos continuamente, é um dos caminhos para o sucesso. Um dos melhores. Caminho esse que a vida descortinou a todos. Para mim, para você. Nascemos para sermos únicos.

Termino com um pensamento que li em uma revista essa semana:

"Se somos únicos em alguma coisa ou lugar, saiba que isso se deve a fatores que vão muito além da sua sorte. Você conquista a vitória por mérito, capacitação e dedicação. Você é aquilo que os seus sonhos determinaram e suas ações realizaram... Classes e preconceitos não impedem de querer, de ir além...
A vida não esta fácil para ninguém, então, sinta-se orgulhoso de ser único!"



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Elas dizem "Não"

Nada como umas boas doses e a companhia de um amigo cheio de vontade de debater assuntos polêmicos.
E como é natural, entre uma dose e outra com um nobre amigo, eis que surge a polemica. A complexidade de se entender e interpretar as palavras de uma mulher. Em especifico o "não". 

O "não" de uma mulher é a coisa mais complexa e cheia de significados que existe. Carrega uma gama de informações, desde o momento que é dito, até o momento que alcança os ouvidos. Um "não" de uma mulher pode significar qualquer coisa: "sim", "talvez", "já era pra ter feito", "quer que eu desenhe?". E...até mesmo "não". Sim amigos há casos em que essa raridade ocorre.

Essa singela expressão, tal qual a própria mulher, é um convite para o aprofundamento em seu significado. Um "não", por incrível que pareça, é um início, um começo. Talvez não um bom começo. Porém não é o fim. E aqui amigos se separa o joio do trigo. É a seleção natural aplicada. Lima os fracos, desistentes ao primeiro "não". Esses que se contentam com coisas fáceis, comida crua e cerveja quente, como eu já disse aqui em outro post. A falta de interpretação já elimina uma boa parcela, que nada de bom acrescentaria. Mas engana-se quem acredita que a vitória ficou para os fortes. "Forçar a barra", insistir apenas por insistir, tentando atravessar o muro, ao invés de escalá-lo, elimina tanto quanto a desistência. Não são os fortes que sobrevivem, são os que melhor se adaptam. Agradeçam a Darwin.

Mas claro que entender um "não" feminino é uma tarefa muito árdua. Como podemos ter facilidade em entender algo que, quem diz, não tem a minima idéia do que quer mesmo dizer, não tem certeza do que esta pensando e não sabe o que vestir? Por isso é bom ter foco e não ir apenas tentando a torto e a direito. Não se entendam dois "nãos" de duas mulheres diferentes, ao mesmo tempo. Com muita sabedoria já disse Vinicius de Moraes em Regra Três: "...abusou da regra três: Onde menos vale mais". E se tratando de seres que não obedecem nem o conceito natural de uma palavra, que falam sem querer falar, pensando em algo completamente diferente. É melhor se contentar e tentar desvendar um "não" por vez.

E, meus amigos de bar, talvez seja esse o significado de tudo isso. Existem boatos de que Deus, quando criou a mulher, ficou em uma duvida divina e ai resolveu criar todo o resto, e toda essa dinâmica que estamos inseridos, para ver se alguém entende, levanta a mão e grita alto..."BINGO!".


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Seu espelho mente?

Tenho uma história para contar, mas primeiro, é claro, tenho que dar umas voltas.

Nós humanos somos "bichos" especiais. Você pode agora, por exemplo, dar-se por infeliz por que se acha feio, feia. Olhar-se no espelho e não gostar do corpo que vê, acha-lo gordo, muito magro, muito baixo ou alto, o que for, acha-lo em fim, sem graça. Mas não deve esquecer que existe uma diferença entre o que o espelho mostra e o que você vê...

Pode também, e em sentido contrário, ver esse mesmo corpo, lindo, bonito, uma peça de ourives... Não virá do espelho essa "visão", mas sim do seu conceito sobre si. Não somos, mais das vezes, o que pensamos ser, mas podemos ser muito mais do que somos, depende do modo que pensamos.

Pronto já dei as voltas necessárias. Agora quero dizer o que acabei de ler, a história de um sujeito que gerou uma matéria que achei incrível.

Esse homem, quase na casa dos 60 anos, passou por muitas e nada boas na vida. Por um acidente domestico, acabou ficando com deformidades no rosto, tinha quatro anos. Foi-lhe muito difícil a vida de criança e sua adolescência. Alvo de chacotas, risos estúpidos, e tantas outras que muitos de nós já vimos e ouvimos falar, que faz parte do dia-a-dia de jovens com pouca, ou nenhuma educação.

Esse homem é hoje uma pessoa totalmente realizada, de bem com a vida, apesar de tudo. Conta das suas dificuldades em palestras. E costuma dizer uma frase (claro tinha que haver uma frase para me trazer até aqui). Esta: "O maior preconceito do mundo é o que a gente sente de nós mesmos!". Irretocável.

De fato, somos os maiores críticos e adversários de nós mesmos. Se sou "feio" e vejo isso no espelho, o que importa? Poderia nada me importar se eu não me importasse com os outros. Sofro por pensar no que os outros podem pensar de mim. Estupidez.

Temos largos preconceitos sobre nós mesmos, por causas reais ou imaginarias, que é pior. Uma causa real? Posso ter 'três' orelhas, e daí? Vão desdenhar de mim? Aos adolescentes, direi que ouço melhor que eles...Faço isso? Não. Não me aceito, quero e preciso da aprovação dos outros, vivo pela cabeça dos outros, sofro, sou infeliz e não me dou conta que sou um refinado estupido em não me aceitar. E não se aceitar não significa não fazer esforços para crescer como pessoa - como pessoa, e não como manequim dos outros...

Vocês podem pensar, é muito fácil falar, e tens razão. Mas enquanto apontamos o dedo acusatório para nós mesmos, estaremos perdidos. De fato, somos os mais preconceituosos contra nós mesmos.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Exceda-se!

Vivo fazendo perguntas, afinal a vida é uma enorme pergunta sem resposta.
Uma destas tantas,  desafio alguém que consiga responder. Esta:  - Até onde você pode ir na vida? Em tudo. Afetiva, profissional, finanças, saúde...Até onde você pode ir?

Obvio que ninguém vai me responder. Ninguém sabe ou realmente conhece os seus "limites". E sem valer dos jogos Olímpicos. Onde de uma Olimpíada a outra, recordes são superados. O que em um determinado momento foi tido como um limite máximo de um ser humano, no momento seguinte alguém vai superar o atual recorde,  não raro, o mesmo cara dono do recorde anterior.

Habitualmente as pessoas se entregam sem luta. Não procuram se auto conhecer e preferem dizer que não podem. O clichê onde falar é mais fácil. Pode sim! Pode muito mais. Vejamos, imagine a sua resistência, para ficar sem beber, comer, sem se movimentar. Quantos desastres vemos onde pessoas são encontradas vivas depois de dias em condições onde não se acreditava em sobreviventes. Não morreram, e descobriram-se resistentes. Somos fortalezas de forças desconhecidas.

Em nossa sociedade temos a maioria que vive entre salários esquálios, queixando-se da sorte, sem se darem conta que essa condição foi definida por si mesmo. Não é o patrão que define o "ordenado". Somos nós, medrosos. Acomodados.

Sua vida não está condenada a nenhum tipo de pobreza. Nenhum. Nascemos para o ilimitado, toda via nos condicionamos aos limites.

Nunca saberemos até onde podemos ir na vida. Mas podemos ir muito além da mediocridade de hoje.

Os meus limites? Não sei, e nunca vou saber. Mas tenho a certeza de que ele não se limita ao pouco que conquistei até agora. Vale para mim, vale para todos. Somos limitados por não crer nos ilimitados que podemos ser.

Garçom, qual será o meu limite de doses?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cerveja quente? Não confio!

Não confio! Não confio em quem bebe cerveja quente. Tirando os Europeus desse fato, já que lá se bebe praticamente só cerveja quente. Beber cerveja quente é dizer sim e aceitar qualquer coisa. E agir assim você demostra a irresponsabilidade de não ter planejado isso antes. De não pôr gelo na isotérmica, não pôr a cerveja gelar no freezer antes, ou não escolher um bar que preste. Acredite, isso revela seu caráter. E por isso, se você bebe cerveja quente, não confio em você.

Óbvio que, por vezes, a cerveja quente será inevitável. Assim como uma derrota ou fracasso. Mas como tal, devem proceder grandes conquistas. Ela deve ser engolida com desgosto e o sentimento de que batalha pela cerveja gelada será maior e incessante. Não pode dar mole. Seja Homem!

Organização e planejamento, é o que um homem vencedor precisa ter, seja para cumprir seu legado natural, seja para beber uma cerveja gelada. É simples, se em algo simples ele aceita o que vier, como não vai ser assim em coisas maiores, onde ele não tem o controle total. Então ele assentirá, e deixará por isso mesmo. Isso é demostrar fraqueza. Isso é ser fraco. É não dar conta do seu papel como Homem.

Um homem de verdade - atenção mulheres - precisam saber se impor. Esse sujeito que aceita a cerveja quente tranquilamente, é o mesmo cara que vai inevitavelmente te deixar na mão. Literalmente. Quando você mais precisar. Vai deixar o encanamento vazando, a eletricidade com defeito, o chuveiro queimado. E se a cerveja estiver quente? Ele bebe mesmo assim.

Admirem os que correm atrás de isopor e gelo como quem busca uma salvação. O que de fato é. Salvação da integridade dos bebedores brindada com boas, com clichê, estupidamente geladas.

E nesse fato pode-se basear a vida. Existem os que aceitam tudo. E aqueles que podem até aceitar, mas estão convictos de que esse tropeço, esse descuido, os servem como lição para sempre se precaverem e correrem atrás do que realmente querem. Mesmo que tenham que frequentar todos os bares da cidades.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia do Mimimi: Culpa é do Canalha.

Dia dos namorados, e eu tenho que continuar ouvindo e vendo cada uma. Essa geração marica lamentação, fica ainda mais aguçada no dia de hoje. Como diz uma amiga minha, o "Dia do Mimimi". Mas prometi a mim que não ia debater esse assunto, para não ser tachado de magoado da história.
Fiz esse pequeno comentário, pois foi esse dia que me trouxe ao assunto em questão, juntamente com a placa que tenho pendurada no pescoço dizendo "Psicologo". A velha conversa feminina de se dizer desiludida com os relacionamentos, e botar a culpa toda nos homens.

Com a indicação de um amigo, estou lendo algumas obras do escritor alemão, Schopenhauer. E acho que estou me identificando com uma visão um tanto machista que ele tem.

Com esses fatores, cheguei a uma conclusão. Eu tenho pena do Canalha, sério. Ele é o costas-largas oficial das mulheres desiludidas. É nele que de uma forma covarde, se deposita toda a culpa do que deu errado em um relacionamento.

Em tempos que não existia ciência e filosofia. Os deuses levavam o crédito por tudo. Se o mar estivesse raivoso, a culpa era de Poseidon, se não chovesse, a culpa era de Zeus. E assim a humanidade seguia, até que descobriram as razões dos mares agitados e das chuvas. Mas como ninguém quer de fato descobrir as causas das desilusões, ou mesmo por que a humanidade tem a tendência nata de procurar um culpado, a culpa ainda é do canalha.

Imagine o canalha como um mágico amador. O Mago-Plimplim. Que faz alguns truques, tira alguns coelhos de cartolas. O problema é que as pessoas se interessam de uma maneira intensa, que forçam-se a acreditar. Admiram a mágica do Mago-Plimplim, imaginando David Coperfield. Ai quando um truque não da certo, e a realidade transparece como se o Mr. M tivesse aparecido e lhe mostrado todas as ilusões. A culpa é de quem? Do Mago-Plimplim que aprendeu por correspondência? Ou sua, que depositou suas expectativas sem antes dar uma analisada na realidade.

"A culpa é desse canalha!". Grita pra mim a mesma que um dia disse: "Ele é tudo pra mim!". A linha que ostenta o sentimento de depositar a nossa vida nas mãos de alguém, é a mesma que nos faz depositar a culpa. E esse modo de pensar leva a conclusão de que ninguém presta. Ai surge a máxima: "Homens são todos iguais, todos canalhas". Nós homens, em nossa maioria, somos bons, somos seus doces. A dor de barriga surge se você abusar.

Não, não sou advogado dos canalhas. Até mesmo por que, canalha, canalha mesmo. Esse não existem mais. A ultima vez que se ouviu falar sobre uma ação canalha, foi em algum lugar no interior de SC. Ele tentou utilizar sua lábia, mas a "vítima" já havia lido sobre sua reputação no Facebook. Mandou o canalha embora e ele nunca mais deu notícias certamente aprendeu a trabalhar na surdina.
Não existe mais tamanha ingenuidade para que esse personagem sobreviva. Eles estão acolados agora em cima do exagero e da falta de " pés no chão", o que torna qualquer um, um canalha em potencial.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

A culpa é de Eva

Tinha prometido a mim que não faria nenhum texto machista aqui. Se você tiver a mente aberta verá que, o que vou escrever aqui não é machista. E para as feministas de plantão, tem os comentários abertos para qualquer critica que invariavelmente eu não darei a minima importância.

Muitas coisas, de forma equilibrada, são essenciais para a vida. Equivalente ao silêncio necessário na hora do jogo, ao petisco, a dose de Whisky, a vitória do seu time e o sofrimento do amigo figueirense. A insegurança é uma destas coisas que necessitam do equilíbrio, pois dentro da sua naturalidade inerente ao ser humano, ela é normal. Quando ela te inferioriza, te domina, ou você esta com problemas, ou você é mulher.
...(mais uma dose garçom, e um brinde ao primeiro grito feminista).

Observe que muitos problemas da humanidade originaram desta insegurança. De tal maneira que ao invés de estarmos aproveitando o paraíso, sem dificuldades, sem trabalho e pautas, estamos aqui, esperando o fim do expediente. A culpa é de quem? Obviamente da primeira e não menos insegura mulher. Eva. Ela que no auge da sua insegurança, conseguiu supor que Adão, aquele canalha, ou tinha outra, ou estava desinteressado dela. Mas como ela lembrou que estavam apenas os dois no mundo, deduziu que estava gorda. E ela tentou esclarecer as cosias com um dialogo? Não! Ela ouviu conselhos e se pôs a fazer dieta. E assim foi comer maçã. E cá estamos, esperando a hora de ir pra casa, a hora do descanso, sem paraíso.

Após isso, bastou a genética fazer seu trabalho, e sair por ai distribuindo essa característica a todas as mulheres.
(...garçom deixa o litro aqui na mesa, para tentar me ofuscar os gritos feministas)...

Logo, hoje esse sentimento de instabilidade, de não estar de bem consigo mesma, esta presente em muitas, pra não dizer quase todas. Vejam, as que são seguras e cheias de si, nunca foram chamadas de gordas. E até quando elogiadas, não acreditam, teimam, enaltecem defeitos e afirmam que elas tem algum problema. A insegurança exacerbada te deixa a mercê de qualquer opinião. Concelhos furados, conclusões infundadas, tudo isso aos montes. Tenhamos bom senso, ouvir conselhos é como comprar Whisky. Você não aceitará qualquer um que o vendedor oferecer. Você fará uma avaliação, antes de gastar seu precioso dinheiro, mesmo que tenha pouco conhecimento sobre Whisky, para poder degustar uma boa bebida. Se não faz isso, bem, te desejo sorte.

A vida corre assim, a desafinação e o desacordo sempre estarão presentes. Existirá sempre alguém que não entendeu, haverá alguém que não sabe analisar as cosias e critica por criticar. E sempre haverá um falador para dizer que vai te encher de porrada. E se estas criticas se unirem a sua insegurança elas tomaram conta de você meu amigo, e sua vida será regrada pelas outras pessoas. A falácia é apenas um negativo usado para lhe atingir. Quem a prolifera e consegue, esta obtendo o exito diante de você. Tenha sempre em mente quem você é. Não mude na primeira critica, não abaixe a cabeça na primeira discórdia e não me corra atrás de dietas mirabolantes só por que algum imbecil disse que você está gordinha.

Então, se você for a mulher que está indo comprar um vestido novo para um encontro, largue essa insegurança. Comprou um novo? Será que esse ficou bom mesmo? Tem certeza que ele não te deixou gorda? E o que vai fazer com esse seu cabelo? Desencana. vista qualquer um, sinta-se bem. Não sofra.
Afinal, tenho certeza que você vai agradar muito mais sem nada, do que com o mais perfeito vestido.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

O merthiolate parou de arder.

Ah, sim eu vou voltar a um velho e conhecido assunto. Já debati aqui esse tema, já sentei na mesa de bar com vários amigos e amigas discutindo e procurando uma resposta para o mau que afeta as novas gerações. A geração de maricas das lamentações. Fora inúmeras noites, e muitas doses de Whisky debatendo e procurando a razão para esse problema. Até, como disse no inicio, posts publicados procurando manisfestar-me e procurar de algum leitor uma possível resposta. Depois de todas essas discussões, debates e ler muitos textos sobre o tema, para entender o porque da nossa sociedade estar sempre pisando em ovos, passando por tempestades em copos de água jamais vista nos sete mares. Então eis que surge uma resposta louvável. encontramos o X, (ou talvez neste caso o Y, se você entende um pouco de cromossomos) da questão. A conclusão é: O merthiolate parou de arder.


Em tempos onde o merthiolate ardia, tudo fazia sentido. A ardência deste remédio para curar machucados, demostrava as crianças o que de fato era dor. Não havia frescuras e lamentações de tudo. Mas havia algo para nivelar tudo, era o pavor de ter aquele liquido passado no cotovelo ralado. Aquela velha, e até boa tensão unida a cara falsa da sua mãe dizendo que não ia arder. Grande mentira. Mas vejam, que com isso tudo nosso subconsciente utilizava essas situações como um marco referencial, onde que, se alguma coisa nos acontecesse, nossa mente involuntariamente comparava os sentimentos do que nos estava acontecendo com a ardência do remédio, então verificava se valia a pena à queixa. Por isso as lamentações eram menores e menos frequentes, não se chorava por qualquer joelho ralado. Não se desperdiçava forças com coisas desimportantes. Se tinha cuidado para impedir fatos que teriam como consequência o merthiolate. Essa geração foi criada sob esse pilar. Valorizando acontecimentos dignos e não dando relevância a todo cisco que caísse nos olhos. 

Eis que surge alguém se dizendo cheio de boas intenções, com a idéia de que podíamos curar as feridas sem o merthiolate arder. Espero eu, com toda sinceridade, que o filho de 16 anos desse cara, chore assistindo Glee, esperneie se perder um show do Restart e faça pirraça quando sair um CD novo do Justin Bieber. Perdeu-se a direção, se foi um norte. Sem isso, as crianças que foram criadas sendo saradas pela composição do merthiolate que não ardia, não sabem do que e nem como reclamar. então surgiu um anseio a busca de algo para essa função. E por essa falta da existência de uma dor para reclamar, cada um escolheu a sua e se desembestou a lamentar. A sentir-se ofendido, a se sentir péssimo, humilhado, esquecido, a odiar alguém. Como eu já disse, vivemos em uma geração de maricas. E não confundam isso com opção sexual. Vocês sabem que essa analise é embasada ao grau de importância que a as pessoas dão a coisas pequenas. Onde fazem de uma dor de barriga, uma verdadeira ulcera. E nesta onda de rede social, onde tudo se prolifera com uma velocidade absurda, utilizam-se de singelos comentários, inocentes ou não, como provas cabais de ofensas inaceitáveis, com a mesma gravidade de ter chamado a mãe de funcionária de cabaré. Ofende. Mas vestir toda e qualquer carapuça, não é apenas infantil, como não é saudável. Coisa de quem não tem com o que se preocupar. Não tem ninguém pra lamentar e se beneficiou com o fato de o merthiolate não arder.

Assim resta-nos esperar, ou talvez até lutar contra tudo isso. Contra não poder olhar feio para ninguém sem receber uma série de ataques de nervos nos acusando de todos os preconceitos possíveis. Contra quem não bebe Whisky por que é forte, ou não bebe cerveja pois é amarga. E quem usa merthiolate que não arde. Ou simplesmente tocar a nossa vida, e torcer para que ninguém ponha o calo debaixo do nosso pé. Como diziam os antigos, no tempo em que sarar feridas ardia feito fogo: "Engole o choro". 






terça-feira, 5 de junho de 2012

Amor, ah o amor!

       Nos últimos dias tenho que deparado com inúmeras conversas onde o tema naturalmente converge para a polêmica: sentimentos, relacionamentos, alegrias e decepções amorosas que aparecem e misteriosamente somem da vida das pessoas. Dessa forma devo corrigir a última afirmação. Saem as "decepções amorosas" e entram, posso assim dizer as "decepções da paixão". Sim, pois o substantivo, verbo, adjetivo, pronome, ou seja lá qual a categoria gramatical da palavra "amor" vai muito além de algo passageiro. O amor é um sentimento sublime, que ou dura para toda vida, ou que demoramos a vida toda para compreender, e com sorte encontrar.


    Já diria Renato Russo, quem inventou o amor explica por favor. Já diriam incontáveis poetas e compositores, como é bom o amor, e como dói não ser correspondido, ou mesmo perder um grande amor. Já ouvi uma vez alguém dizer que o melhor sentimento de amor, é o correspondido. E que se perguntado se preferia amar ou ser amado, ainda respondeu: "Qual asa é mais importante para uma ave, a esquerda ou a direita?". De fato não se pode voar com apenas uma delas. São tantas músicas e demais expressões artísticas que falam sobre o tema, que fico me perguntando até que ponto o real significado do amor está presente. Concordo com Renato Russo pois ele deixa o sentimento pairando no ar. Se pegarmos suas composições, ele não personifica o sentimento. Ao contrário de artistas que morrem de amor, ou então vivem um grande amor em uma composição de três minutos, a idéia de amor abstrato denotada por ele via de encontro com o que penso.
    O amor é polimórfico, se transforma. O amor é abstrato, é diferente para cada alma que existe no universo. Ouvimos uma expressão de fé muito comum: "Deus é amor". Essa é a base para muitas crenças. Motivo que leva muitos a idolatrem uma religião. Mas não seria mais justo invertermos a expressão? Sim, o amor é um Deus, ou uma Deusa, visto que sexo também não se mistura com amor. Esse sentimento sublime é algo que só pode ser explicado se a pessoa entender o real motivo de vivê-lo.
     O grande problema de se falar em amor, é que diariamente somos bombardeados por falsas explicações de amor. Tudo o que nos passam é que o amor está em outra pessoa. Que você só será feliz se encontrar o amor da sua vida. Obrigatoriamente nos fazem acreditar que o amor vai se materializar em alguém. E nós, na grande maiorias mesquinhos, acreditamos. Logo em seguida dizem que para encontrar o amor precisamos de um bom carro, uma boa casa, uma boa bebida, enfim, o amor vira uma moeda de troca. E isso estimula o amor... mas o amor ao capitalismo. O amor às coisas. O amor ao ter, ao invés de o amor ao ser. Duvida? Pense um pouco a respeito.
     Escrevo isso pois fico desapontado em ver a grande maioria das pessoas em uma perseguição frenética pelo amor, que já começa pela busca no lugar errado. Para estes, a busca pelo amor obrigatoriamente deve começar por uma paixão. Aqui já existe uma grande chance da pessoa se frustrar. Sim, pois uma paixão é um sentimento implacável, rápido, rasteiro, arrebatador. Mas uma paixão é temporal, é como um dia, uma estação. Ela sempre acaba. Sim, ela sempre acaba. Estar apaixonado é uma das melhores sensações do mundo. Mas infelizmente todas as boas sensações acabam. E quando uma paixão acaba, da mesma forma como uma droga, ela causa dependência. Ela exige que uma nova dose seja servida. Acontece que uma paixão não vem seguida de outra, pois são duas almas que precisam estar em sintonia.
     Nesse momento a pessoa precisa estrapolar sua frustração. A paixão acabou, e ela insiste em achar que ali existia o amor. E como acabou, com o tempo ela passa a repudiar o amor. Talvez uma das formas mais básicas de enganar a si mesmo. Sentimentos temporais jamais devem ser comparados, ou equiparados ao sentimento do amor. Uma vez um amigo me disse: "eu já amei, perdi e hoje vivo frustrado com outra pessoa. Amar é uma sensação louca. Eu estava com ela e me sentia surfando nas ondas do Hawai. Eu voltava, e depois me sentia saltando de um avião sem para-quedas. E sem medo algum de chegar ao solo". Confesso que gostei da maneira a qual expressou o sentimento. E confesso também que não senti algo parecido.
     Certa vez me deparei com uma obra de filosofia onde o autor falava da escalada na escada do amor sublime. Não me recordo ao certo todos os passos, mas ele dizia que primeiro tendemos a acreditar que o amor está na beleza. Mas este é só o primeiro degrau da escada. Lá pelo sexto ou sétimo degraus ele fala do amor sublime. Aquele sentimento que finalmente converge para nossa missão no universo. Aquele momento onde entendemos o porque tudo foi como foi. Entendemos que tudo foi como era para ter sido. Exatamente preciso, simples assim. Como ouvimos das religiões, dos adivinhos, e dos artistas: na vida tudo tem um porquê. Resta-nos ter a curiosidade de descobrir e vivenciar as sensações a ponto de realmente fazermos por merecer chegar ao topo da escada sublime do amor. Não fiquemos eternamente no primeiro degrau.
     Possivelmente saberemos que não amamos mais que uma vez. O amor é um fluxo que vai se estabelecendo aos poucos, e não depende necessariamente de outra pessoa. O resto são sentimentos que confundimos com este ato sublime, amar.




Direto do: http://ocolono.com 

domingo, 3 de junho de 2012

Vai lá, repete!

Sabemos todos, por ensinamento primário e lógica, que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar, espaço, ao mesmo tempo. Certo? Ok. Bem e com a mente humana também é assim. Ou você pensa uma coisa, ou pensa outra. Dois pensamentos juntos e ao mesmo tempo não são possíveis. Pode parecer, mas não é, só parece. Vocês vão me contrariar, mas já vão entender...

Todos certamente já ouvimos, de alguém, ou até lemos alguns destes livros de auto ajuda, que nos dizem para termos sempre pensamentos positivos e repetitivos, como: "eu posso", "eu consigo", "eu sou capaz", frases deste gênero. Nunca falta um parvo para dizer que isso tudo é balela.

Mas não é no minimo curioso, que os donos das mentes que repetem estes, "eu posso", etc, etc...Essas pessoas produzem uma certa energia positiva que conduz a maioria delas a êxitos. Já quem vive gemendo, dizendo ao mundo que não tem sorte, que não tem jeito pra algo, que não possui talento, isso e aquilo, de fato acaba por viver tudo isso.

É impossível e irrealizável alguém conseguir vencer pensando apenas no fracasso. Mas não iniciei esse assunto assim sem mais nem menos, claro como você sabem, sempre tenho uma razão para a conversa. O que vou citar vai soar contestável, porém os contestadores vão ter que contestar também a ciência da propaganda.

Por inúmeras vezes, diariamente, ouvimos no rádio, na televisão, na internet, a exaustiva repetição das mesmas propagandas, os mesmos anúncios, varias e varias vezes. E o motivo dos dos anunciantes gastarem tanto com publicidade para repetir sempre as suas mesmas mensagens. Simples meu caro Dr. Wotson. Da repetição nasce a persuasão. Você, mesmo sem perceber, de tanto ouvir que certo modelo de carro te da mais segurança, mais status, mais disso e mais daquilo...Se você for comprar um carro, vai acabar indo ver aquele, se tem realmente tudo o que você ouviu falar. E as vezes nem é você que vai comprar, você nunca viu o carro pessoalmente, mas sai por ai dizendo: "Você viu aquele carro novo? É o máximo!"

E por que então os tolos que acusam e intitulam a autoajuda de inútil não falam o mesmo da propaganda?

Então vamos combinar, é imensamente melhor repetir para nós mesmos que podemos, que somos capazes...do que parar, ficar, não seguir. Do que arrumar sempre uma desculpa, de que não é capaz, não consegue, isso e aquilo.

E como a mente não pode ser ocupada ao mesmo tempo por dois pensamentos, estímulos poderosos. Melhor é repetir que podemos do que repetir que não podemos. Auto ajuda barata? Que seja. Mas ela nos da felicidade e poder, o que a propaganda também dá aos produtos que anuncia.

A repetição é a mãe do aprendizado. E dos milagres...
Por isso repito, garçom me traga mais uma dose.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Precisa Mudar

"- Sou deste jeito. E quem quiser me aceite como sou, pois nunca vou mudar!". Sem duvida você certamente já ouvir essa frase de alguém. Essa na minha opinião, estupida frase. Normalmente proliferada em momentos de irritação.

Pra mim, quando um sujeito me diz uma frase destas, não é pro meu convívio. Qualquer um de nós deve saber, que nossos pontos ásperos, devem ser acertados, arredondados. E já nem vou falar disso sobre os que pensam assim e deslumbram um dia casar, desnecessário. Não me vem com essa de que é assim e nunca vai mudar. De inicio, essa baboseira pode até passar, mas logo em seguida a pessoa que estiver ao lado desse tolo que não se emenda, vai cair na realidade e sair dessa encrenca e ai fazer as malas.

Nossa, já estou no meio da estrada e ainda nem falei a que venho. Bem como já falei aqui, sempre que posso leio o jornal logo pela manhã, e o que li hoje trouxe uma manchete falando sobre a Copa no Brasil, e uma frase dita por nada mais nada menos que o Sr. Joseph Blatter, presidente da FIFA. Onde ele diz que  "tudo precisa melhorar". E como sabemos, esse "tudo" envolve a infraestrutura para ser um país sede para a copa. Tudo precisa mudar e melhorar, assim disse o poderoso chefão da FIFA.

Mas ai uso essa frase que leio no jornal, e vou muito além pensando. Isso vale para toda a nação brasileira. O povo precisa melhorar, em tudo. Nós lemos pouco, se tem poucos diplomas, e quando têm, pouco se sabe, ou nada, é uma onda de incompetência profissional. O povo, o nosso povo, não gosta de disciplina, não segue a lei, não respeita o dinheiro público, não educa suas crianças. O que o povo brasileiro gosta? Fácil né? É só pegar e dar uma olhada nas redes sociais exatamente no dia de hoje (sexta-feira). É uma inundação de mensagens endeusando a sexta-feira. O povo gosta é de feriados, bons salários e nada de responsabilidades. E votar então? É uma abnegação, onde já se viu sair do churrasco de domingo para votar...

Eu costumo dizer, e acho até que já disse aqui, que todos nós somo uma 'empresa', um 'produto'. Que necessita de administração, de gerencia. E empresas e produtos necessitam sempre de melhorias, de boas mudanças, de aprimoramentos. E quantos correm atrás destas mudanças? Aceitam que precisam de melhorias? Aliás, casamentos não podem mesmo durar além do que estão durando, alguns poucos anos. Homens e mulheres que não aceitam melhorias, que rejeitam mudanças. Que não aceitam se aprimorar por dentro e por fora.

"Ah é meu jeito de ser, sou assim e não mudo...!" Então vai morrer sozinho, atrasado! A nação, é o nosso povo. Muda-se o povo, muda a nação. E esta certo o Sr. Joseph Blantter... necessita-se de mudanças, tudo precisa melhorar, de fato...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Parafuso das Possibilidades.

Não consigo deixar passar, e escapar de velhos assuntos. Nós parecemos mesmo que temos  um parafuso diferente na cabeça, apertado demais, ou meio frouxo. Esse parafuso das possibilidades. Esse que já empobreceu, e enriqueceu muita gente mundo a fora.

É, faz todo sentido, o tema toca a todos. Ontem conversei com um empresário de sucesso, destes de provocar  admiração. Entre nossas conversas, ele comenta comigo que se 'pela' de medo de avião. Ou seja, o poderoso chefão na empresa, é uma mocinha dentro de um avião. Disse de inúmeros eventos, negócios, e bons momentos de lazer que já perdeu por essa fobia. Então nos questionamos se esses medos são curáveis.

Eu disse que não. Na minha opinião não se cura totalmente esses medos, no máximo se aprende a 'conviver' com ele. Como este amigo empresário o fez. Entra no avião, pega um jornal para tentar enganar a consciência, bebe um aperitivo, o possível, nada mais...

Medos sérios, no meu entender, não são curáveis (ah ouvirei sérias criticas sobre essa afirmação). O possível é um politica de boa vizinhança com seu medo. Você não o mata e ele não mata você. E quem vier me dizer que curou, ou cura medos catastróficos, que elimina fobias, eu digo que não! Sou bem freudiano nestes casos...Mas este nem é o caso, o fato são os nossos sonhos, as possibilidades humanas. Há quem pense, ou diga e já ouvi muito de muita gente que seus sonhos são inalcançáveis, intangíveis. Eu já disse aqui, que qualquer que seja seu sonho, ele é possível, prefiro até dizer executável, fica mais bonito, e sonho ganha forma.

Por que cargas d'água todos os sonhos são realizáveis? Porra! Simples. Por que ninguém é insano além de mim de sonhar com o que não lhe é possível. Também já citei aqui, que o seu objetivo pode ser algo difícil, realmente muto difícil, quase impossível. Mas o 'quase' está do lado de cá do muro das possibilidades. Então o que temos a fazer é descobrir o sonho, apostar no talento, desenvolver a habilidade, arregaçar as mangas, sem tréguas e pausas para descanso, só parando na vitória. O Di....diacho! É que muitos não lutam. Alguns até iniciam, mas desanimam nos obstáculos, enfraquecem. Desistem. Fracassam, é claro!

Li um livro uma vez, chamado "O poder do entusiasmo", de autoria de um pastor americano que não recordo o nome, quem quiser saber que pesquise. Então, este pastor disse em seu livro, que quando jogamos o nosso coração sobre a batiza de um sonho, de um objetivo, o corpo vai junto...

Não sei por que, quer dizer, no fundo eu sei. Mas li esse livro a muito tempo, e de toda sua extensão o que mais me marcou foram essas palavras. É uma boa imagem. Acontece que as pessoas atiram apenas o corpo  em um salto atrás dos sonhos, esquecem do coração. E então, sem duvida o não ultrapassam o muro.

Se você tem um sonho, é por que pode alcança-lo. Não realizá-lo é somente fraqueza sua. Você deixa isso apenas no corpo....o coração fica para trás. Vai fracassar sempre.

Não espere o garçom servir a sua bebida sempre.     


quinta-feira, 17 de maio de 2012

O que você faria?

E se da sua morte, você soubesse o dia. O que você faria?
Se o suspense de onde e quando se apagasse e hora marcada tivesse para que este dia chegasse...
E se fosse assim? Se você soubesse o plano que a morte silenciosa trama para seu fim.

Largaria o trabalho e a namorada?
Passaria o dia com as pernas cruzadas à fazer nada...

Iria chorar e se desesperar, sabendo que tudo você não pode fazer,
Ou passaria os dias à rir sem parar encarando como uma dádiva essa saber?

Sairia correndo pulando na rua, ou espiando a janelas para ver sua vizinha nua?
Ficaria com seus filhos o dia inteiro, ou trabalharia dobrado para lhes deixar mais dinheiro?

Se reuniria com amigos, sairia com eles para beber,
Ou se trancaria dentro de casa, esperando o dia morrer?

Escalaria o Everest, andaria de asa-delta, frequentaria cassinos,
Apostaria em corrida de cavalos, jogos de azar, tocaria sinos?

Faria compras adoidado, estouraria limites, comeria muito chocolate,
Conversaria mais com seu pai, seus irmãos e chamaria sua mãe para tomar um mate?

Pegaria algumas roupas e uma mochila velha para dar a volta ao mundo,
Passaria o tempo todo em casa, comendo o sorvete do pote até o fundo?

Iria mais para a Igreja, conversaria mais com Deus,
Ou chegaria para aquela menina e declararia os sentimentos seus?

Largaria os estudos, e trancaria a faculdade de Direito,
E começaria a escrever livros e poemas, deixando para o mundo o que sente dentro do peito...

Bem, não sei dizer tudo que eu faria, se acaso soubesse da minha morte o dia.
Mas tantas perguntas além dessa eu faço. Será que resumiria a vida em sucesso ou fracasso?

Será que fiz meus dias valeram a pena?
Será que eu soube viver de maneira grande e não pequena?

Será que minha falta alguém sentiria?
Será que de saudade minhas, uma lágrima correria?

E você, se soubesse exatamente, sobre a chagada da sua morte a hora e o dia...
O que você faria?

Ah, eu certamente ao garçom gritaria:
- "Traz ai meu amigo, a ultima dose com gelo, pra comemorar este dia!"



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Coisas difíceis

Que adoro frases e provérbios, e tal, vocês já bem sabem. Que tiro de livros, revistas, jornais, internet, etc...e guardo todas em uma caixa de sapatos, talvez não soubessem, mas não lhes surpreende. Bem como de costume, escrevo aqui sobre a mais recente que recortei e guardei em minha caixa. Esta de um sujeito famoso, que muitos de vocês, se não conhecem a sua história, ao menos já ouviram falar no seu nome, Beijamim Frankilin. E a sua frase que li é:

"As três coisas mais difíceis do mundo: Guardar segredo, perdoar uma injúria e aproveitar o tempo"

Bem, uma a uma... Por que é tão complicado guardar um segredo? Bem provável por que segredo, praticamente sempre, é mal de outrem. E nesse sentido, passar para frente o segredo é soltar o veneno para outro carregar junto. E ai quando o segredo que se tem, é para o nosso prejuízo, não espalhamos. É o mesquinho dos Humanos.

Agora o não conseguir, não saber, perdoar uma injúria, ai sim é coisa própria das almas mesquinhas.
e alguém nos magoou, e pediu desculpas, clamou o perdão, não perdoar é a pequenez do ser humano. Algo habitual nas maiorias. Reconhecer o desacerto, e pedir desculpas é um vestígio de caráter. Tá certo, a ofensa feriu, foi dolorida. Mas se quem a provocou raciocina, para, e volta pedindo perdão, por que não desculpa-lo? Obvio, vai falar isso para os mesquinhos, de mente pequena, aos que acreditam que são diminuídos pelos erros alheios.

E a terceira e última das três coisas mais difíceis do mundo, de acordo com  o famoso americano Beijamim Franklin, e que pactuo com seu pensamento, aproveitar o tempo é sem dúvida a mais espinhosa das artes. Como é que se aproveita o tempo? Largando o trabalho? Correndo por ai atrás de diversões? Ficando em casa com as pernas cruzadas lendo jornal? Dando a volta ao mundo? Quem souber a resposta para essa questão, escreva um livro, ficará rico. Embora se ele souber a resposta, se escrever não estiver nela, nunca terá um livro sobre o assunto. Por que exatamente ai esta a dificuldade, o modo de aproveitarmos o tempo é totalmente individual, se escrever me da prazer, pode ser que para um amigo isso seja aborrecimento.

O modo que aproveito meu tempo, a definição que tenho das coisas que me trariam qualidade de vida, certamente divergem das suas. 

Falamos tanto em riqueza material, e eu aliás já falei aqui sobre o que penso das riquezas x felicidade.
E quantas histórias vemos diariamente de sujeitos ricos, muitos que nem sequer precisam trabalhar, filhos de "realezas". Vivem a procura de diversões, e muitos só encontram fastios...

Aliás, inclusive estes são os maiores frequentadores de clínicas psicoterápicas. os que não tem bons sonos, com maior nível de ansiedade, normalmente os com mais dificuldades de dizer com convicção: "Eu sou feliz e realizado em minha vida". E toda via, não lhe faltam recursos materiais para realizar muitos de seus desejos. Mas lhe faltam muitos de outros recursos, que a tal riqueza lhes obscura.

Deus, como é que se emprega o tal tempo? Esta que é a essência da vida. De que maneira se aproveita esse tempo, se ele acaba, e se acaba, para o nada?!...