segunda-feira, 30 de abril de 2012

Meu melhor Amigo e o Jack

Encho meu copo, uma dose dupla do meu litro de Jack com uma pedra de gelo, apenas por que pessoalmente a temperatura ambiente da bebida não me agrada muito. Sento em minha sacada e observo o silêncio da noite na cidade. Entre uma estrela e alguns carros, e a ótima companhia que tenho. A minha. E é aqui, neste lugar, que estou conversando com a minha melhor companhia. Eu.

Sim, estou eu comigo mesmo. Talvez para você que também consegue fazer isso (pois infelizmente não acredito que todos consigam ou queiram) imagine outro cenário para este momento. E é tão raro poder realmente estar em nossa companhia. E quando digo isso, não me refiro aos momentos em que estamos sozinhos, por que se você se sente só, não está acompanhado de ninguém, nem de si mesmo.

Mas eu particularmente adoro estes momentos em que tenho um encontro comigo, onde sou puro e simplesmente eu, sem mascaras sociais, sem estaus, sem responsabilidades de qualquer natureza. A unica coisa é estar acompanhado da pessoa que mais me conhece no mundo, eu. E se você não se conhece tão bem, é por que não anda sentando muito para ter uma conversa contigo. Se acaso você lendo até aqui esta imaginando aqueles balancetes que fizemos durante períodos como fim de ano, aniversario, trabalho novo, fim de faculdade...não é ai que quero chegar, isso são apenas momentos em que você acredita ter terminado uma fase e quer criar, ou buscar novos objetivos, mas não necessariamente teve uma conversa com você mesmo.

Pense comigo, não é estranho quando saímos e buscamos respostas de fora, de outras pessoas para nossas indecisões para poder tomar alguma atitude sobre nossos objetivos. Que curso eu faço? Viajo para que destino? Quando é melhor tirar ferias? Será que procuro outro emprego? Será que termino meu relacionamento? Será que dou uma chance e esta nova pessoa?... E lá vai você, sentar com alguém contar SUA versão da história e esperar um bom conselho. Tá certo, calma, não me xinguem tanto. Eu entendo que existem casos que desabafar faz bem, e que principalmente muitos temos dificuldades de ver com os próprios olhos estando "dentro do problema".

Mas agora me respondam, isso não é irônico? Quem conhece mais de você que você mesmo?

Quem sabe todas as coisas que você já viveu? Problemas e abonos, erros e acertos. Quem sabe todos as boas ações e as caridades que você já fez? Quem é que sabe todos os crimes e os pensamentos mais maculados que sua mente tem? Quem é que sabe 'O que você faz quando ninguém te vê fazendo'...?

Não nos enganemos, sabemos quem somos, e onde queremos chegar, temos duvidas as vezes por qual dos tantos caminhos que achamos bons e ruins seguir. Mas a duvida é natural, é sinal que você pensa antes de agir. Mas onde está a resposta se não com a pessoa que mais sabe sobre nós? Você é que conhece bem quem esta atrás das mascaras teatrais da sua vida.

Pode ser aquele momento deitado em uma rede deslumbrado com a visão que tens das estrelas no interior.
Ou a beira de um rio, ouvindo o som da água de uma cachoeira caindo com força nas pedras. Talvez no seu quarto ouvindo aquela musica. Talvez seja pescando. Talvez seja escrevendo. Lendo. Seja tomando banho. Ou correndo. Ou ainda seja até em meio a uma festa cheia de gente ao seu redor, e todos olhando para você que está sem companhia, "sozinho"...mas apenas você, simplesmente você sabe que estás com as duas melhores companhias, seu copo de Jack, e você, curtindo o melhor da festa.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mude seu pensamento: Se for capaz!

Como de costume vou iniciar a conversa com uma pergunta. Qual o único poder que temos na vida? Pois vocês sabem, temos somente um, apenas um que não depende de ninguém a não ser de nós, o pensamento. Tudo mais além do pensamento depende dos outros. E o que nos torna felizes ou infelizes é o que pensamos. Pois, é impossível ser feliz, ou mesmo infeliz, sem que uma ideia de um de ambos esses sentimentos nos cruze a mente.

Mas analisamos este fato. Até mesmo esse poder que temos sobre a mente, sobre nossos pensamentos, é condicional e relativo. Ele depende fundamentalmente de nossa primeira instrução, da nossa primeira infância, ou seja, de tudo que absorvemos no nosso período de "molde" da personalidade. E esse molde é eterno.
Sim, alguns de vocês me dirão: Mas a gente vai se moldando ao longo da vida, com o aprendizado diário. Bem eu digo que NÃO. Você pode mudar algumas idéias, alguns valores, algumas prioridades, mas o molde de como sua personalidade foi montada na base da sua criação...não pode!

Lhes explico minha visão. Li a pouco uma curta história, presente nas páginas do livro 'Felicidade Sem Motivo' (muito bom por sinal). A autora deste, Marci Shimoff, fala de um ricaço, estes grã finos, que ostentam uma grande fortuna, mas não se dizem felizes.
Esse cidadão, com vestes caríssimas, foi ao encontro de um sábio, para entender da tal felicidade. Lhe pediu: "Grande mestre, do que eu necessito abrir mão para me conectar a verdadeira felicidade e paz interior?".

O velho ancião lhe responde: "Existe uma noticia boa e uma ruim para sua pergunta. A boa é que não necessitas abrir mão de absolutamente nada do que tem, a falência ou pobreza não é o caminho da felicidade.
A má noticia é que precisas fazer algo muito mais difícil, tens que conectar a sua mente e mudar a maneira de como você pensa..."

Bem com essa resposta imaginamos que, nada é mais fácil que comandar o nosso pensamento.
Bem se você realmente tem essa ideia, tenho um desafio para você. Tente mudar seu jeito de ser, seu jeito de falar rápido, ou manso, seu jeito inquieto ou paciente, seu modo de andar apressado, ou a maneira como você enxerga uma pessoa branca, um negro, um homossexual, um índio, um magro ou um gordo. Independente de como você vê e age a respeito disso tudo hoje, tente agora pensar o contrario. Mas não por um minuto. Tente ver e pensar diferente uma vida inteira. O poder do pensamento esta dentro de você, mas quero ver você conseguir.

Caso fosse simples mudar a maneira de pensar, e junto com isso o modo de agir, jamais haveria infelizes sobre a Terra. As nossas pequenas e graduais mudanças periódicas na vida são mais possíveis, mas ainda assim exigem grandes e suados esforços. Porém não existe outro jeito, ou tentamos mudar, ou vamos passar uma vida toda sendo do jeito que somos. E quem é realmente cem por cento feliz com tudo? Acredito que nem mesmos Deuses.

Ainda sobre este tema, outra história que li. Um rapaz, também rico, encontra Buda, e o questiona: Como ser feliz? O Buda observa da cabeça aos pés, viu que ele carregava um saco com ouro nas mãos, e disse: " Para que sejas feliz, basta que largue o que tens em mãos e me seguir". No mesmo instante o sujeito largou o saco com ouro e seguiu Buda. Mais adiante, o Buda vira-se e diz: "Eu disse larga!". E o homem iluminou-se.








terça-feira, 24 de abril de 2012

Canto Para minha Morte

"Começamos a morrer no momento em que nascemos, e o fim é o desfecho do início."




Lembro que assisti algumas imagens do velório do Bussunda. Quando os colegas do Casseta & Paneta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante ia estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava à esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade. que é mesmo o que causa em todos que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro, a morte por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com aquela garota que esta afim, esta em pleno tratamento dentário, tem planos para a semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os E-mails que você ainda não abriu? O livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram essa ideia. Morrer. A troco de que? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando formulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez provas, e foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o folego, mas não desistiu.

Passou a madrugada sem dormir para estudar para o vestibular mesmo sem ter certeza o que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto a profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora para outra tudo isso termina em uma colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você sair do melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez a sua musica preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas, sua toalha úmida no varal e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, apagar as pistas que você deixou uma vida inteira.

Logo você que sempre dizia: Das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: Você sai sem tomar café e derrepente nem almoça, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que queria dizer. Não faz exames médicos, bebe de tudo, curte costelas gordas e muheres magras, e morre em um sábado pela manhã. Se faz check-up regularmente e não tem vicios, morre do mesmo jeito.
Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo. Já não há muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia. Sem falar que a quase nada guardado nas gavetas. Ok hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Antes de viver até a rapa? Não se faz.

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer sim é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria prima das piadas.

Só que esta não tem graça.



Pedro Bial

sábado, 21 de abril de 2012

Tempo e Cachorro

Me perdoem, vou ficar um pouco insano, enlouquecer. Não sei se de outro jeito a coisa tem jeito. Sim to a toda hoje. Mas é que acabei de ler uma frase, assim casualmente, rifada, entre inúmeras outras que guardo na minha gaveta, e a frase que me deixou a pensar:

"Quantas vidas temos não interessa, o tempo não passa, é apenas o presente".

Essa ideia de o tempo não transpor, que há nada além do presente momento, é que me cutuca os neurônios mais escabrosos. Como não passa? Minha janta de ontem não passou e eu ainda estou digerindo ela? E o amanhã? Não posso ver hoje o filme de amanhã, se ligar a TV agora, não vai estar passando, não vou encontrar...

Então depois de ler tal frase, estava a olhar algumas velhas fotos, algo que tenho o costume de fazer com certa frequência. Vi uma foto de um cachorro que tive. Deitado, cabeça sobre as patas, praticamente adormecido.
E o que me trouxe a este louco pensamento, essa charla toda é isso. Esta cena. Simba, como era carinhosamente chamado, pensava no tempo? Se pensasse, pensei comigo, enlouqueceria. Afinal é claro, os dias "hoje e amanhã" dele dependiam de mim...

Tá tá, eu sei, animais tem emoções, sentimentos, tudo isso e mais, do modo deles. O que é um grande mistério. Do nosso sabemos, a exaustão. Não devo recear-me com o que passou, nem ter angustia do que esta por vir, pois pode não haver o por vir. Se de fato o que passou passou, sobre-nos fatalmente o hoje. Viver o agora. E isso é de fato tudo que dispomos.

A crítica circunstância de viver o hoje, é que hoje pode não estar bom. E se esta ruim, qual a saída se não olhar para frente, murmurar e esperar?

Claro eu sei, sei muito bem. Esperar não deve significar esperar. E sim batalhar, ir a luta. Está certo.

Dia destes, conversando com um formidável empresario. Um cidadão vivendo no alto dos seus 70 e tantos anos. Equilibrado, culto, ótima visão da vida. Também não pudera ser diferente, viveu tanto. E quando digo viveu, não me refiro a quantidade de primaveras que ele viu passar. E ele me contou uma história, que para não ser longo não vou relatar. Mas chegou a conclusão que não existe saída, temos mesmo que viver o hoje, só o que temos. O mais se torna angustiante, ontem foi bom, é ontem. Se agora está ruim, transforme em bom. Amanhã pode chover com mais força ou abrir o tempo e fazer um lindo dia.

Nossa, estou endoidando mesmo. Tudo por uma bendita frase e meu cachorro. Eles me pagam.

E como não tenho outra saída. vou abrir outro litro de Jeck. Pois o de ontem acabou. Vou procurar outras frases, e talvez tenha outro cachorro.



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Trilha Sonora da Vida

Jamais deixe de lado seu lado bom
Esqueça seu problema, venha curtir um som
Porque daqui pra frente tudo fica diferente
Vem a música mexer com a alma da gente ..

A trilha sonora da vida
Que eu trilho, eu trago e assopro no ar...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Elas não precisam!

E essa agora...Era só o que faltava, como se mulheres precisassem disso, quer dizer, talvez até precisem, mas é o tipo de coisa que talvez precisem, mas não deveriam precisar. É eu sei, muitas mulheres e talvez até uns homens certamente os idiotas vão me atirar tomates ao ler isso. Calma já explico sobre o que se trata.
Antes, preciso relembrar que mulher apaixonada é um perigo. A todo mundo. A elas mesmas, esquecem de si, tomam atitudes irreparáveis, depois se arrependem, choram, se afundam em lamentações, mas ai já é tarde.

Tá existem os tão otimistas como eu que vão dizer que tudo é valido como experiencia.

Mulheres que conhecem o cara hoje, e amanhã estão chamando eles de amor. Fazendo juras de paixão eterna, e acreditando que encontraram o ultimo homem bom do mundo. E agora do nada a sua vida mudou. Ela esta amando, e por esse amor se torna submissa.

Eis o fato que me trouxe aqui. O que me deixou indignado, uma matéria que li sobre a criação de uma ONG na Bahia, Anjos do Mar, criada para dar sustentação a mulheres traídas, desamparadas e abandonadas pelos companheiros, namorados ou em muitos dos casos maridos. Mais essa agora, mulher não precisa não deveria precisar de qualquer tipo de apoio como estes.

Mulher é forte. Mais que muitos homens, é o que elas sempre dizem não é? Mulher de verdade não precisa de ninguém.
Mas ai se apaixonam e o que fazem? Digo que isso é uma afronta as demais mulheres. Depois de tantas lutarem pelos seus direitos. E as mulheres que se sacrificaram? As que em manifestação morreram queimadas lutando para terem tantos direitos quando nos homens?

Agora os tomates na minha cara... Depois te tudo isso, me vem umas tontas, que conheceram o cara hoje, e já esta largando, por exemplo, os estudos. Pedindo demissão ao chefe. Afrontando a família. Por que o "machão", não gosta, ou quer que ela passe mais tempo ao lado dele. Essa mulher se vê feliz, mas no fundo, nem se quer respira o próprio ar, e na minha irritada opinião, talvez ela nem mereça.

Mais tomates e digam...Ah, minha avó, minha mãe, tia e fulana. As suas avós, mães, assim como as minhas, é outra história, outro tempo. Tempo em que elas eram criadas para as 'senzalas' do casamento, e apenas isso. Vocês já viram alguma revista destas femininas famosas, com data de 15 anos atrás? Elas vinham com matérias de capa como: "Guia da dona de casa". "Como cuidar do seu marido e das crianças".
Ai delas se não correspondessem às expectativas. Casar, terem muitos filhos, e cozinhar. E assim seriam ótimas "mulheres".

Essa tal ONG que citei, criada com boas intenções, por mulheres que se importam com suas semelhantes. Oferecendo todo apoio emocional. Mas é triste saber que uma mulher necessita destes apoios por que "amou" em excesso. Se entregou a um egoísta, molambudo que sem duvida não a merecia. Mas e ela? ela se merecia?

Não existe amor que deva estar a cima do amor próprio. Da sua independência e soberania como cidadão.
Quer crer em amores de ficção? Livros e novelas. Abandonar estudos, trabalho e família. Vai ranger os dentes e lacrimejar os olhos mais tarde.

Digam isso às meninas desvairadas de "amor" no auge das suas grandes experiencias adquiridas em longos 18 anos de vida. Chorando no pátio do colégio. Estudem! Amem-se. Sejam independentes. E depois, quando souberem que atrás de um grande homem existe apenas uma sombra. E aprenderem que tem que saber seguir ao lado dele. E alem, saber encontrar um homem que entenda disso também.

sábado, 14 de abril de 2012

São Falsas

Mulheres, e também homens, estão se aniquilando por nada. Pessoas que se deixam levar pelo modismo condições tolas de um mundo que caminha para insanidade, a passos largos. Caminhada do assombro das depressões, dos suicídios, da alienação. É fato. Nunca tanta gente tirou a própria vida como nos dias de hoje. Pesquisem. Os números são simplesmente absurdos e assustadores. E também muito crescentes.

Quando falo de modismo, podemos citar muitos. Mas o exemplo mais clássico é o da beleza. À anos, quando olhávamos uma foto de alguma revista, com uma mulher qualquer na capa, você a admirava. Ela era simplesmente aquilo que ali estava. Se fosse linda, era linda. Hoje não.

Hoje o que vemos é tudo falso. Abrimos uma revista, Playboy, e não se acredita no que vê. Retoques, ajustes, photoshop. Falsidade.
Não precisamos ir longe, essas mulheres de Posters, Outdoors. Tudo falso. Se você já teve a oportunidade de encontrar alguma pessoalmente, leva um choque. Deus preciso de óculos! Não amigo, não precisa. É isso mesmo.

E se formos a outro passo, podemos ver que essa batalha pelas aparências, leva multidões ao endividamento.
Tenho andado por empresas falando isso. Da necessidade de habilidade que as pessoas precisam para conviver com o dinheiro. Sem ele não são nada. Com ele, mesmo que seja apenas o suficiente, muitos enlouquecem. Não sabem o que fazer, e pior, descobrem que continuam falidas, da pior maneira, da cabeça.

Ser rico por dentro, rico de ideias, de caráter, digno de confiança, daqueles que se tornam bons amigos, dos melhores, ah não isso é para os tolos! O que importa são as aparências. Casais de mentira, tudo mentira, falsidade. O que interessa é passar a imagem de gente boa. Bacana.

Entre em uma farmácia e pergunte ao farmacêutico, o que ele mais vende. Sem duvida antidepressivos, ansiolíticos, remédias artificiais para potência. Tudo ligado a essa modernidade.

É preciso parecer ser. Ser é para deuses.

Não de créditos a essa linda capa de revista, ela é falsa. Quer lhe enganar, no bom sentido. Ou seria no mau?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Saia da Fila!

Dia destes vou a lotérica. Como mero mortal assalariado com minhas contas à pagar. Evito muito ir até lá e sempre que posso uso dos meios que felizmente muitos bancos disponibilizam.
Mas enfim, precisei ir. A fila era longa, congestionada. Era mais uma destas filas gigantes para pré sorteios da mega-sena acumulada. E muitos ali para fazerem seus bilhetes.

Sim, eu não sou hipócrita, também já fiz algumas apostas. Mas estas pessoas da fila, sinto enorme pena delas. Que se rastejam a espera de fazer uma "fézinha" e voltarem as suas casas "felizes", na enganosa ilusão de felicidade ingênua.

Me deixa incomodado escutar pessoas a dizerem asneiras e nem se darem conta.
Dois Exemplos: Um é o mentiroso que diz diante de todos: "Se eu ganhar, ajudarei todos meus amigos, família e as pessoas necessitadas". E todas essas mentiras que passam a visão de uma boa imagem.

Talvez a ideia nem seja passar essa boa imagem aos outros, mas a si mesmo. A psicologia explica que o significado desta promessa vem do sentimento de pecado, ou culpa. Como se pensassem dentro de si: "Eu não mereço esse prêmio, tenho que dá-lo aos outros". Mais ou menos isso.
Agora pesquise os históricos. Ninguém, nenhum sorteado que tenha ganhado a bolada da mega-sena, jamais deu qualquer misero centavo a nenhum amigo ou obra de caridade. Conversa, lorota!

E a outra parte que me incomoda nesse caso, é a fé. Calma, eu explico. O sujeito adentra a fila acreditando que vai ganhar. Matematicamente uma chance de 01 em 50 milhões (dependendo do sorteio). Vai ter fé assim lá em Roma abraçando o Papa.

É que ainda vem junto com essa "fé" aquelas que dizem "por mais que eu não ganhe por que realmente não vai ganhar me sinto bem em ter pensamentos positivos, isso me deixa bem."

Certo, estamos de acordo. Agora depois do rodeios normais que faço chego onde queria e lanço a pergunta. Por que você não tem pensamentos positivos da vida todo tempo? Por que não toma as rédeas como se já fosse um vencedor da loteria? Você pode.
Basta com que nos demos por satisfeitos e gratos pelo que já temos, que se batalhe para crescer, subir. Mas que se dê por realizado com o bastante. Isso basta.

Podemos ser ganhadores mesmo sem acertar os números da Loteria. Felizes, ampliar competências, e compreender que a vida é uma linha frágil, e saboreá-la da melhor maneira, isto é sábio. Quem não pode?
Certamente não pode, os que crêem que somente um prêmio de milhões pode lhes mudar a vida. Coitados, irão padecer pobres e infelizes.

É muito simples, sem prêmios do acaso, ser feliz. Ter tudo o que se necessita, acreditando e lutando.
O mais, é uma enorme fila de loteria, fila de ilusões e frustrações.

Ao invés de loterias, o bar e minhas doses.

Me deixa quebrar essa sua armadura?

 - Me deixa que quebrar essa sua armadura?
 Mas enquanto não consigo, me traga mais um dose de Whisky.




E quando ela disser: "já estou chagando." Coloque Whisky em seu copo, duas pedras de gelo. Apoie seu pé na mesa do centro da sala, deguste sua bebida e quando terminar, ligue para ela novamente, para ver se ela ainda está a caminho.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Verdadeira Mentira

Quero começar essa conversa com duas perguntas. Primeiro, você já ouviu alguém dizer que gosta de mentiras? Sim! um mentiroso.
Segundo. Você realmente quer sempre saber a verdade?

Sempre falamos, e como falamos, que desejamos sempre saber a verdade, seja ela qual for, não importa a intensidade, custe o que custar. Buscamos as respostas verdadeiras dia e noite.
Ouço tanto dizer que as pessoas não suportam mais tanta filosofia de botequim, catequese de shopping center, pai de santo, mãe Diná e blá, blá, blá.

Bem, isso todos dizem. Mas agora eu lhes pergunto novamente: Você quer mesmo saber a verdade? E então eu lhes digo, para saber a verdade, você está disposto e habilitado a reconhecer a mentira? Sem meados e rodeios, sem folhas de papel. Ou será que você esta de maneira simples buscando uma nova mentira? Uma mais florida, mais formosa, mais cheirosa, bonita e amável?
E se eu disser que tudo você conhece é mentira? Exagero? Desconchavo? Enorme paradoxo? Ou a verdade? Isso talvez explicasse esse roda-a-roda a procura da verdade verdadeira. Essa que você busca separada da mentira. E eis ai, mentira e verdade são como a chuva e o vento, inseparáveis.

A verdade sobre a mentira, não é outra verdade. É observar a mesma mentira de sempre, e reconhecer que você já sabe a verdade, falta apenas perceber isso. Eis o segredo. Saber a verdade, é saber ver a mentira.

Ta bom, talvez até aqui ninguém tenha entendido nada, grande coisa. Vou citar um exemplo. Certa vez, em meu trabalho, estava a negociar com um amigo. Então percebo que estava a puxar a banana para o lado dele. Fiz aquela cara de jogador de poker e o chamei de egoísta. E ele sem deixar por menos responde: "Sou egoísta claro! você não?". E ali ele cerrou meu nariz de Pinóquio. E vi a mentira incontestável, meu jogador de poker era hipócrita.

Mas por que tanto enleio teórico sobre alto simples? Óbvio, justo por ser simples!
A função do pensamento é ludibriar você, iludi-lo, não despertá-lo. Assim se deseja mesmo saber a verdade, minha dica é que pare imediatamente, e pare de buscar a verdade e torne a espreitar a mentira.
Outro exemplo. Até quando irá mentir para você mesmo que não é invejoso? Fingir que não enfurece e sente raiva? Dissimular que não cobiça mulher do próximo? Até quando vai fantasiar momentos de alegria?

Para finalizar e concluir, quero lhe dizer que existe um caminho endeusado, filosofal, racionalizado e percorrido por fiéis, porém não trás e nunca trará a verdade. É apenas o caminho da teoria. Por que lhes falo isso? Por que já o trilhei. E ainda por que granjear a verdade na teoria, é como se um cego decorasse a definição da visão, e pensar que sabe o que é ver. Não será racionando a parte teórica da verdade que você vai saber sobre ela. Ela não é uma teoria, não é ideológica, não é cientifica, espirita.
A verdade é que sabemos quando estamos contemplando uma mentira.

Amadinha

É uma história trivial, banal. Mas seria mesmo banal uma tremenda prova de amor? Antes de lhes contar a história, vou dizer-lhes, que muitas vezes podemos estar sendo muito amados sem nos dar conta. Muitos indagaram, será que isso é possível? Será mesmo que muitas vezes somos muito amados e não percebemos isso? Sem duvida.

Até por que, não tem outra razão que a célebre e imortal frase: “Eu era feliz e não sabia...” tomou fama perdurável em um samba de Ataulfo Alves. Quem me conhece sabe que costumo dizer que não há nada mais infeliz do que não sabermos “ler” os detalhes da felicidade, nos seus pormenores. Não é incomum, que são nos quase imperceptíveis momentos, que sinais de amor se revelam.

Contarei à história que acabo de ler. Uma reportagem sobre, amor maternal em um jornal. Uma garota relata que sua mãe a chamava sempre de “amadinha”. Era como carinhosamente sua mãe a tratava, amadinha.
Certo dia, a “amadinha” inicia um namoro, este que mais tarde ela a levaria para que seus pais o conhecessem. “Amadinha” solicitou à sua mãe que, por favor, não a chamasse de amadinha na frente do novo namorado, seria vergonhoso, um mico.

Não adiantou, a mãe não tivera culpa, era de seu costume. E no dia da apresentação, foi apenas assim que sua mãe se direcionava a ela – amadinha. Amadinha ficou totalmente sem graça. No outro dia junto das amigas contou a elas o mico que sua mãe lhe fizera passar. Uma de suas amigas ouvindo atentamente, seca uma lagrima e lhe diz: “Quem me dera! Sonhava com o dia que minha mãe me chamasse de amadinha...”.

Era aqui, nesse ponto, aqui que queria chegar. Quantas vezes na vida estamos sentados sobre um pote de ouro, de amor, sem percebermos. Sei que muitos se lembram destas “chatices” de mãe, mesmo você que talvez não tivesse uma, tinha alguém que fazia o seu papel.  De quando saiamos e ela logo dizia para que levássemos um casaco, esfriaria. Ou colocar na cabeça um boné, o sol estava árduo e forte. Ou o guarda-chuva, pois logo vai chover. Que não voltássemos tarde, cuidado daqui e cuidado dali... Será que depois de “velhos” recordamos de tudo isso e chamamos estes sinais de amor de mico?

Então repito. Amor esta nos detalhes, nisso que, não raro, não tomamos por amor. Mas é o mais legitimo. E não perceber isso é de uma tremenda insensibilidade. O amor deixa sinais, “micos”. Não é mesmo Amadinha?

domingo, 8 de abril de 2012

Ecoa na Eternidade

Vamos conversar como amigos em uma roda de bar? A você não bebe? Então uma roda de chimarrão? Ah também não toma chimarrão, não faz mal, vamos apenas conversar então, como amigos. Posso te fazer uma pergunta? Do que você precisa para viver?

Sei que o último texto que escrevi aqui abordou esse mesmo assunto, e ele anda bem batido e daí?. Mas os momentos atuais me fazem falar muito sobre isso ultimamente. E hoje li algumas matérias e soube de uma historia que tive que compartilhar aqui.

Essa pergunta não é difícil. Precisamos de pouco, ou melhor, só precisamos do bastante, isso basta. Certo, ai vem outra questão: e o que nos basta? Li sobre um estudo americano feito em um Hiper mercado. Levaram pessoas até lá e disseram para colocar 15 itens em seus carrinhos, produtos que elas considerassem indispensáveis para viver em uma ilha no  resto de suas vidas.

Acreditavam todos que seria uma tarefa muito difícil. Mas para a surpresa, não foi. Escolhido em média 10 itens, as pessoas já coçavam a cabeça: “de que mais preciso mesmo?... Humm. E pensavam.

O fato é que necessitamos bem menos do que imaginamos, e ai digo isso, pois conversando com um amigo de SP que me revela a história de seu avô. Um empresário, do ramo de comunicações, teve muito poder na TV, etc. Esse homem era muito bom na sua profissão, mas sua administração financeira nunca o ajudou com o dinheiro, a ter “futuro” Talvez nunca quisera. E o mesmo sempre escorregava em suas mãos. Mas sempre com sucesso e ativo. No dia que morreu seu neto me contou que o sujeito tinha apenas R$ 12,00 em seu bolso. Era tudo que tinha esquálidos e míseros 12 reais.

Refleti muito essa história e conversamos meu amigo e eu sobre esse fato. E então imaginei, e se tivesse morrido com 12 milhões? Como meu velho avô dizia: “caixão não tem gaveta”. E lembro-me dessas sabias palavras que certamente meu avô ouviu de alguém e aprendeu bem na pele essas palavras. E ai esse fato me remete a pensar nos estúpidos faraós que construíam formidáveis moradas, pirâmides, para eternizar a sua morte. Patetas.

Viver com o “bastante” é a suprema sabedoria. Coisa de poucos.
Vivemos o aqui, o agora, o hoje, ou não temos nada mais.

Nunca vou esquecer-me desse homem que morreu com 12 reais no bolso. Tinha pouco?
Tinha é muito! Não precisava de tanto para ir até o outro lado da vida, a morte.
Quer deixar riquezas? Quer Eternizar? Deixe idéias, arte, exemplos. 
E como foi dito no filme “Gladiador”: “O que FIZEMOS em vida, ecoa na eternidade”.
O que FIZEMOS, é o bastante.

Uma rede social, onde as pessoas bebem, se divertem e voltam satisfeitas para casa. BAR

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Você tem sede de que?

Mais uma dose, e conversa de amigos, sim certamente você já debateu com algum amigo sobre os prazeres da sua vida.
E Quantas vezes questionado sobre algum deles, lhe vem muitas coisas em mente, e ao tentar traduzir lhe faltam palavras e você simplesmente responde “não tem como descrever”.

Penso uma lista de pequenos prazeres, destes que jogam a endorfina ao seu ponto mais elevado. E verificando esta lista, percebo que o pouco é muito, que essa tal felicidade realmente é simples. Pouco provável é admitir que tão pouco possa nos fazer feliz. Que não necessitamos de uma longa viagem para sentir o prazer de conhecer um lugar novo. Que não é preciso muito dinheiro para saborear uma comida fabulosa e muito menos para sentir o calor do sol, e o brilho de uma lua cheia. Pequenos prazeres e sentimentos procedem a grandes amizades, histórias de amor e paixão.

Como podemos ser felizes em residir numa cidade, onde apesar de da loucura e violência diária, temos a praça, o parque, o lago, talvez um rio ou até uma praia por perto. E todos os lugares tão democráticos que vocês encontram os mais diversos tipos de amigos, das patricinhas e mauricinhos até os mais loucos e excêntricos. A sensação de ouvir uma música que bate diferente em você e faz recordar da infância ou daquele incrível momento. A pessoa engraçada que te faz rir de praticamente tudo, até aquele colega de trabalho que te faz descontrair no momento mais estressante e sabendo que você não pode desconcentrar. Ou ainda, o prazer do sexo que faz suspirar e que não tem nada, nada equivalente.

O prazer descontraído de quando dançamos a nossa maneira, mesmo que seja esquisito parecendo um esquizofrênico, e de repente auferir que estamos praticamente em êxtase, numa sonora de prazer inacreditável entre o corpo e a música. Ou aquele prazer de brincar com uma criança, e ver a inocência em seus olhos. Praticar um esporte, correr, suar, se soltar, competir, voltar a brincar como uma criança. Ou um que sempre tive, mas estou retomando agora aos poucos, o prazer de escrever, de ler bons livros. Bom... Realmente muito bom. E mais ainda, (e um dos meus favoritos) convocar aqueles amigos para vir até o bar, chamar o garçom, sentar em torno de uma mesa e exprimir todo o pensamento, sem pressa de acabar, sem olhar para o relógio, por que nestes momentos o tempo voa. Tudo pelo simples prazer da boa companhia.

Porém prazer não é simplesmente o que nos faz bem, mas também o que faz bem ao outro. É ótimo ver alguém que você quer bem, conquistando algo que desejava, estando tranqüilo e feliz. E você ali saboreando o sucesso dele, ou quem sabe até ajudando. Ajudar dá prazer. Ainda temos o prazer de uma boa bebida, o vinho de uma boa safra, alguns algumas gostam de um bom chocolate, uma cachoeira, a cerveja gelada, o barulho, o silêncio, um bom filme, da adrenalina de uma aventura, mesmo sendo esta talvez um simples passeio de bicicleta, do carinho da família, de dormir abraçado, de uma massagem. Em suma, a lista é enorme e sempre vai variar de acordo com os conceitos e a cultura que temos. Vale tudo, desde que não prejudique ninguém.

Se você não concorda com nenhum item que foi citado, duas noticias, ou você não é deste mundo, ou sofre sérios problemas de depressão. Vamos lá liberte esta endorfina adormecida e saia. Os momentos que nos fazem feliz estão ai aos montes para se dissipar com o que nos importuna.

Tenha sede de viver! Garçom, cadê minha dose?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Whisky Bad

O inverno chegou tão frio quanto aquele tchau que eu não recebi. Eu me aqueço com whisky e vou buscando encontrar o meu sorriso perfeito. E ainda que eu não esteja sofrendo, estou morrendo... de vontade.



Um brinde!

terça-feira, 3 de abril de 2012

E então. Quem tem razão?

Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus - Homens fazem Sexo e as Mulheres fazem Amor -.
Quem nunca ouviu estes títulos, ou se deu o prazer de ler estes dois, ou outros Best-Sellers que falam da infinita discussão e diferença entre os sexos.

A conversa entre dose e outra no bar com amigos, eis um velho e comum desabafo! "Bah James, mas não dá, tem de ser assim! Essas mulheres hoje só querem farra! Vou deixar quieto, imagina casar com uma dessas".
Já escutei muito dessas frases, mas claro já ouvi muito mais muito mais por parte das mulheres, amigas ou não.
A queixa delas? A mesma conhecida. Homens são todos criançolas, levianos, imaturos, está complicado encontrar alguém que valha a pena. E então. Quem tem razão?

Se duvida os homens ambos estão corretos. Homens e mulheres estão vivendo vidas de fim de noite, fim de moral. Vale tudo. Mas e a qualidade? é relíquia, é rara! Por que? Talvez pelo enfraquecimento dos costumes,  nada mais constrange, vergonha é pouca. Tirar vantagem é o que desejam, compromisso não. Isso é complicado e incomoda muito, dá trabalho. Esse plano de superar desafios, se esforçar para juntos vencer, esta ficando apenas para a ficção, para os livros.

Homens, em sua maioria (vamos defender os poucos que se salvam), não são mais educados para defrontar problemas, lutar e vencer. Isso exige força, garra, responsabilidades, tempo...e nos relacionamentos, amor. Se doar para receber, sempre ouvimos que é raiz para amizades. E o que é o relacionamento se não uma amizade especial? Em muitos, como nas amizades, sempre existe aquele que cede mais, que doa mais, e isso exausta. frustra. Será que estas pessoas, estas que só pensam em ganhar, em receber, nunca ouviram dizer que gentileza gera gentileza?

O preceito não é que somos seres conscientes, inteligentes, maduros e crescidos?
Mas são tão raras essas pessoas. Todo mundo querendo ser o sol da vida alheia!
Li em um livro do Nelson Mandela, e me recordo de uma frase que fala: "As pessoas são movidas por seus próprios interesses..." Poxa Madiba! Só por seus próprios interesses. Isso não mudou nada desde a sua época! E só piora!
E quando cessam as vantagens? Simples. Acaba a amizade, o namoro, casamento, o que for. Não se iluda.
E a vida dos relacionamentos é essa turbulenta sessão de meias verdades e mentiras parciais. Essa sessão psicanalítica dissimulada.

E o desabafo do meu amigo? Bem dei razão a ele. Elas parecem desejar apenas farra...E os homens? Farra sem compromisso. Topa?

Bem eu vou chamar o garçom novamente. Por que esse assunto vai longe!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lentes Embaçadas

Acabei de ler uma frase e recordar uma história.

Essa é de um senhor perto dos 60 anos que aguardava por um trem em uma estação de São Paulo. Era sábado fim do dia, poucos passageiros por ali, o sujeito compra um jornal, procura por um banco e senta-se. Lia tranqüilamente, sem ruídos, transtornos de qualquer sorte. Até que chegou outro cidadão, esse com duas crianças, e sentou-se no banco ao lado. Acabara o sossego do leitor do jornal.

Os moleques estavam impossíveis, corriam, gritavam, batiam no jornal, pisavam em seu pé, um inferno. Suportava como podia. O pai nem aí, olhava para o nada e parecia nada ver. A impaciência do leitor foi aumentando e ficava ainda maior vendo que o pai dos meninos não os repreendia, não lhes ralhava, parecia não ver que os guris atormentando o senhor do banco ao lado.

 Então o previsível aconteceu, o homem perdeu a paciência. Virou-se para o vizinho do banco e fez-lhe uma observação insinuosa:

- Parece que os seus meninos estão cheios de energia... – Na verdade, ele quisera dizer que os meninos estavam diabólicos.

O pai parece que acordou de um transe.
Olhou para o senhor do jornal, com os olhos imprecisos, vagos, balbuciou:

- Ah, os meninos, sabes companheiro, estou resolvendo, não sei o como explicar a eles, a mãe deles acaba de falecer no hospital...

E naquele instante preciso, o leitor frenético transfigurou-se, tomado pela compaixão... E não mais percebia a inquietação das crianças...

Como declarei no inicio, recordei-me dessa historia quando li esta frase, depois de um debate com algumas pessoas sobre o assunto: “A forma como escolhemos olhar para o mundo cria o mundo que vemos...”

Ou seja, o mundo atrás da sua porta, não é o mundo atrás da sua porta, é o mundo nosso aqui, aqui dentro do nosso peito.
Somo condicionados desde crianças a reagir de um determinado modo a estímulos. Porém reagiríamos em outro formato, se o formato da nossa educação fosse outro, e essa afirmação por si, se torna circular e infinita. Tudo e nada podem ser. Poderíamos, não somos, somos? É facultativo deixar de ser. Ser feliz, que tanto depende dessa arte, a arte de mudar. 

Se trocarmos as lentes com que olhamos a vida, mudar-se-ão todas as coisas atrás de nossas portas, ou em torno de nós.
E vamos combinar? Andamos com as lentes embaçadas há muito tempo!

...Fim da dose.

domingo, 1 de abril de 2012

Machismo, com gelo.

Quem nunca sentou em uma mesa de bar para papear e bebericar?
Muitos podemos afirmar que o bom de estar nesse ambiente, normalmente é a companhia que se tem. Embora não seja totalmente falsa essa afirmação, discordo que seja a melhor coisa que encontramos nos bares.

É o espírito do frequentador de bar que vai determinar seu desejo de navegar neste espaço. Ninguém prepara pauta para uma mesa de bar, ali a conversa corre frouxa. O assunto sai a bel-prazer dos fregueses.

Esta semana, entre uma dose e outra, conversa entre amigos,exprimíamos sobre o quão os homens o mundo esta se vertendo, a ser cada dia mais feminista. Eu já escrevi em outro blog sobre este assunto, e lembrei de uma conversa que tive ainda com uma querida amiga, também blogueira, com essa pauta. E vi como este assunto tem se tornado cada dia mais comum. Como já o debati anteriormente, vou apenas postar aqui o texto publicado por mim e deixar (Aqui) o publicado no blog desta amiga, com uma ótica mais feminina do caso.

A dose...


Donald Draper é o protagonista de Mad Men, um seriado sobre o cotidiano do próprio Draper e da grande agencia publicitária – Sterling Cooper – em que ele trabalha na Nova York dos anos 60.
Donald Draper é um homem seco. Árido. Confiante. Introspectivo. Conciso. Extremamente bem sucedido na profissão e com as mulheres, para desespero da sua, Bety, uma loira esguia com ares de Grace Kelly.

Todos ainda temos um amigo, um tio, um pai à la Draper. Geralmente é um macho de gerações anteriores, que sabia tocar a boiada dos seus problemas em silêncio, sem a histeria mimada de hoje. Agora, as mulheres que procuram em nós os velhos portos firmes, confiáveis, onde atracar com segurança, estão encontrando machos perdidos, acuados, que choram tantas dores ao som de pagodes agudos e sertanejos melodramáticos quanto elas. Pior ainda, somos nós que compomos as letras!

Revistas e livros há certo tempo dizem que macho anda perdido, e é fato! Nós lidamos agora com os contras de termos dito que tudo bem, estamos aqui, nos educaram melhor, não somos Neandertais, podemos discutir relação, o que você quiser. Sim os contras. Claro que há prós. Alguns pontos sem dúvida a civilização ganhou. A casca de macho silencioso que envolve os Donald Drapers do planeta às vezes é só um disfarce para cinismo, desconsideração, machismo, egoísmo. Há um lado bom em quebra-lá. Inclusive para nós Homens.

O problema é que de francos passamos a fracos, a ponte de invariavelmente perdemos a polaridade com as mulheres. Se você fica muito parecido com a namorada, ela contará, como Amy Winehouse, you should be stronger than me (você deveria ser mais forte que eu). E lamentará como o namorado anterior, apesar de manter as mulheres à distância como um cactus, parecia bem mais...homem. Mais Donald Draper, ela suspirará prolongamente, se espectadora de Mad Men.

Matar o machismo sem matar o macho. Ser gentil sem perder a pegada. Firme sem cair na grosseria. Nada fácil rapaziada. Mas vamos lá que meu Whisky acabou! 

Filósofo cabeça chata

(...antes o primeiro gole)
Há certo tempo li uma reportagem, sobre um pseudo artista de cidade grande, outro imigrante nordestino que tentava a sorte longe do sertão. E este não virou humorista para chamar a atenção. Pregava cartolinas nas ruas da cidade com reflexões filosóficas, e muitos reduziam o passo para ler. Frases como "O mais impressionante nos fracos é a necessidade de humilhar os outros para sentirem-se fortes" faziam parte do acervo do cabeça chata.

(...segundo gole)

Durante uma entrevista repórter o indaga: "quanto o senhor arrecada em moedas em média por dia?". O artista responde: "de 90 a 100 reais". Surpreso o repórter pergunta "o senhor sustenta sua família com esse dinheiro?". O nordestino arremata: "não tenho família, gasto tudo nos cabarés". Indignado com a resposta o repórter quis saber o por que. E eis a surpreendente resposta:

"Nunca consegui amar uma mulher, por que o ser humano ama apenas o corpo, a forma. Quem ama a alma é Deus, e eu não sou. No puteiro amo vários corpos. Se um dia eu amar um corpo e uma alma na mesma pessoa, me sentirei um Deus, e provavelmente serei feliz".

(...terceiro gole)

Esta resposta me fez pensar sobre esses relacionamentos, e além. Por mais que as pessoas neguem, é fato que a admiração esbarra na forma. Seja um mulher, um belo carro, casa, etc. E essa afirmação do filósofo cabeça chata, que também é compartilhada por outros filósofos renomados: você só descobre o verdadeiro amor após conseguir superar a visão do corpo, da forma. E ai você estará pronto para se sentir semelhante a Deus. Enquanto isso, vai continuar tentando refletir em outra pessoa suas necessidades a fim de satisfazê-las. 

Mas deixando a filosofia de lado, meu Whisky acabou!


(créditos do texto ao meu amigo Toniazzo)

A primeira tontura

Indiscutivelmente a circunstância em que os poetas desvaiam suas mais profundas emoções, os compositores granjeavam suas mais brilhantes canções e pensadores germinavam suas melhores percepções intelectuais, foram  dadas a existência sob o efeito e incentivo de um pedido duplo com gelo, feito a um dos mais nobres amigos amantes de botequins, o garçom.

Assim como quando tomamos além da boa dose dupla, ou tripla, nestes momentos. Criamos fatos, discutimos sobre tudo, amigos, inimigos, família, trabalho, estudos, relacionamentos, sexo, sociedade, aquecimento global, relatividade do preço do ouro, inflação, etc. (estes últimos assuntos crescem conforme a quantidade das doses companhia).

Contudo, atalhamos muitas decisões importantes que provavelmente vamos esquecer no outro dia nos balcões e mesas de botequins. E foi em uma destas decisões que nasceu esse blog, e esse primeiro post como esta breve explicação inicial, mesmo não devendo nenhuma. Pretendendo relatar e discutir todas estes assuntos e decisões que despertam nestes sutis momentos.
Junto do meu Whisky com gelo, é claro!