sexta-feira, 8 de junho de 2012

O merthiolate parou de arder.

Ah, sim eu vou voltar a um velho e conhecido assunto. Já debati aqui esse tema, já sentei na mesa de bar com vários amigos e amigas discutindo e procurando uma resposta para o mau que afeta as novas gerações. A geração de maricas das lamentações. Fora inúmeras noites, e muitas doses de Whisky debatendo e procurando a razão para esse problema. Até, como disse no inicio, posts publicados procurando manisfestar-me e procurar de algum leitor uma possível resposta. Depois de todas essas discussões, debates e ler muitos textos sobre o tema, para entender o porque da nossa sociedade estar sempre pisando em ovos, passando por tempestades em copos de água jamais vista nos sete mares. Então eis que surge uma resposta louvável. encontramos o X, (ou talvez neste caso o Y, se você entende um pouco de cromossomos) da questão. A conclusão é: O merthiolate parou de arder.


Em tempos onde o merthiolate ardia, tudo fazia sentido. A ardência deste remédio para curar machucados, demostrava as crianças o que de fato era dor. Não havia frescuras e lamentações de tudo. Mas havia algo para nivelar tudo, era o pavor de ter aquele liquido passado no cotovelo ralado. Aquela velha, e até boa tensão unida a cara falsa da sua mãe dizendo que não ia arder. Grande mentira. Mas vejam, que com isso tudo nosso subconsciente utilizava essas situações como um marco referencial, onde que, se alguma coisa nos acontecesse, nossa mente involuntariamente comparava os sentimentos do que nos estava acontecendo com a ardência do remédio, então verificava se valia a pena à queixa. Por isso as lamentações eram menores e menos frequentes, não se chorava por qualquer joelho ralado. Não se desperdiçava forças com coisas desimportantes. Se tinha cuidado para impedir fatos que teriam como consequência o merthiolate. Essa geração foi criada sob esse pilar. Valorizando acontecimentos dignos e não dando relevância a todo cisco que caísse nos olhos. 

Eis que surge alguém se dizendo cheio de boas intenções, com a idéia de que podíamos curar as feridas sem o merthiolate arder. Espero eu, com toda sinceridade, que o filho de 16 anos desse cara, chore assistindo Glee, esperneie se perder um show do Restart e faça pirraça quando sair um CD novo do Justin Bieber. Perdeu-se a direção, se foi um norte. Sem isso, as crianças que foram criadas sendo saradas pela composição do merthiolate que não ardia, não sabem do que e nem como reclamar. então surgiu um anseio a busca de algo para essa função. E por essa falta da existência de uma dor para reclamar, cada um escolheu a sua e se desembestou a lamentar. A sentir-se ofendido, a se sentir péssimo, humilhado, esquecido, a odiar alguém. Como eu já disse, vivemos em uma geração de maricas. E não confundam isso com opção sexual. Vocês sabem que essa analise é embasada ao grau de importância que a as pessoas dão a coisas pequenas. Onde fazem de uma dor de barriga, uma verdadeira ulcera. E nesta onda de rede social, onde tudo se prolifera com uma velocidade absurda, utilizam-se de singelos comentários, inocentes ou não, como provas cabais de ofensas inaceitáveis, com a mesma gravidade de ter chamado a mãe de funcionária de cabaré. Ofende. Mas vestir toda e qualquer carapuça, não é apenas infantil, como não é saudável. Coisa de quem não tem com o que se preocupar. Não tem ninguém pra lamentar e se beneficiou com o fato de o merthiolate não arder.

Assim resta-nos esperar, ou talvez até lutar contra tudo isso. Contra não poder olhar feio para ninguém sem receber uma série de ataques de nervos nos acusando de todos os preconceitos possíveis. Contra quem não bebe Whisky por que é forte, ou não bebe cerveja pois é amarga. E quem usa merthiolate que não arde. Ou simplesmente tocar a nossa vida, e torcer para que ninguém ponha o calo debaixo do nosso pé. Como diziam os antigos, no tempo em que sarar feridas ardia feito fogo: "Engole o choro". 






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