sábado, 17 de novembro de 2012

Futebol: A terapia campeã!

Mesmo você que não gosta de futebol (e se leu isso afirmando potencialmente você é do sexo feminino). Se entender a que me refiro ao fim desse texto, estará próximo de concordar comigo e quem sabe até uma vontade de conhecer um estádio ao fim.

Futebol. Existe algo peculiar nesse esporte, que é a paixão nacional. Algo que consegue desperta um amor, paixão,afinidade, chame como quiser. Um sentimento verdadeiro dos fiéis torcedores. Cidadãos que por ora perdem a identidade. Não são mais bombeiros, médicos,engenheiros, empresários, funcionários de nada. Eles só se reconhecem em meio às cores e musicas do seu time. Vão a bares, discutem com os amigos, lotam os estádios, vibram com os gols e soltam os maiores palavrões existentes e até os nunca ouvidos em meio aos lances ruins. Essa peculiaridade que eu falo que não se define bem o que é, que desperta essa paixão e da uma voz única entre milhares de berros em todos os estádios, o sentimento de fidelidade pelo seu clube. Impressionante e belo. 

E como não seria impressionante observar seu Adão, um senhor comum, que batalha dia após dia,que está terminando de pagar a prestação da televisão, que tem que agradar a filha que reclama de não ter roupas para sair e o filho que quer o velho carro emprestado, com gasolina na reserva, para ir à casa da namorada. Aturar a voz grossa e autoritária do patrão, e a voz depressiva da esposa cansada. Mas no dia de jogo, Adão veste a sua camisa e corre a bilheteria pegar seu ingresso. E na entrada do estádio, nesse trecho seu Adão já não é mais um cidadão comum com dificuldades triviais de uma família brasileira. Ele agora é torcedor. E os gritos que ele suportou por uma semana, quando seu time entra em campo, eles urram em formas de palavrões,xingamentos e claro, de felicidade.

E é isso! Torcer nos da essa chance. Agirmos como sempre desejamos no dia-a-dia. Gritar na alegria e xingar com ferocidade quanto putos. E minha hipótese para o futebol é essa, que a peculiaridade que menciono seja agradar a nossa essência de agir por instinto, sem ser reprimido, advertido ou ser mandado embora. 

E ainda tem aquele aglomerado de sentimentos infantis de termos o melhor, não interessa que argumento contra exista. Se nosso time está na final da série C, ou disputando o titulo mundial. Acreditamos em uma partida disputadíssima caso ele enfrente o Real Madrid ou Barcelona. Afinal até o Paysandu calou o Boca em plena La Bombonera. Não importa se ele está na série D, C, B, A ou série nenhuma, ele será o melhor time do mundo. Pois tem sua paixão, tem você como o melhor torcedor. Assim como com a mulher que você é apaixonado. Ela é mais bela do que qualquer modelo da Victoria Secrets. Isso é natural e confortante.

O futebol agrega essa esperança. Essa que por inúmeras vezes oprimimos no dia-a-dia. Mas levamos no grito rouco e louco a cada canto de todos os estádios.

Agora com licença, que hoje meu time entra em campo.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Seja Parte da Solução


Esta manhã em visita a um cliente, um empresário dono de uma indústria muito renomada, de grande sucesso em seu segmento.
Como tantos outros empresários de sucesso, começou pequeno, cogitado como louco, excêntrico ou até mesmo patético por muitos. E como tantos, o têm sim o seu grau de loucura, que o fez transformar sua fabrica de garagem, em uma potente indústria que fabrica mais de 10 mil fogões por dia. (Sim eu também não sei aonde vão tantos fogões).

Falando algumas de suas passagens e discutindo sobre visões estratégicas que o faz ser um sujeito de sucesso, me contou ele uma história de infância, que até lembra essas histórias que esses palestrantes motivacionais ministram.

Conta-me ele que durante sua infância, na época que foi demitido de seu primeiro emprego de meio expediente e não conseguia mais contribuir com a renda familiar. E a única renda da casa de 05 pessoas era das costuras que sua mãe fazia para a vizinhança da pequena cidade que moravam. Certo dia sua mãe adoece. As despesas da casa acumulam e acabam por atrasos tem os serviços de água e luz cortados.  A despensa da casa estava quase vazia. Felizmente cultivavam no quintal algumas verduras e legumes meia dúzia de galinhas que os alimentavam com seus ovos.

No meio dessa dificuldade, uma tarde sua irmã mais nova chega saltitando depois da aula dizendo:
- Mamãe, mamãe... Amanhã temos que levar para a escola alguma coisa para os pobres.
Ouvindo isso, o empresário na época na posição de irmãos mais velho, mais ainda tão jovem, esbravejou com a irmã:
- Pare menina, não conheço ninguém mais pobre do que nós!
Mas logo foi calado pela sua mãe, conta ele. Franzindo as sobrancelhas e segurando ele pelo braço. Olhou para ele e disse:
- Se você passar para uma criança dessa idade a ideia de que ela é ‘pobre’, ela será ‘pobre’ para o resto da vida. Sobrou um pote daquela geleia caseira na geladeira, dê a ela para que leve.

Mamãe embrulhou a geleia em um papel com uma fita cor-de-rosa e entregou a minha irmã, que foi saltitando para casa com seu ‘presente par os pobres’. E para sempre depois disso, se havia um problema na comunidade, minha irmã presumia que ela devia ser parte da solução.

E foi com esse pensamento que segundo ele, toca sua empresa. Essa ideia que ele passa a cada colaborador. Que quando nos tornamos parte da solução, certamente não compomos parte do problema ou apenas de uma paisagem.
Sejamos pessoas de ação, é preferível o desgaste ao ficarmos enferrujados.

É por isso que adoro meu trabalho. Uma conversa de bar em cada dose.

sábado, 3 de novembro de 2012

Covardes não tem ressaca!

Já ouviram aquela frase com cunho humorístico que diz: “A bebida é inimiga do homem, mas homem que é homem não foge dos seus inimigos”. E isso é real. Você foge dos seus inimigos? Covarde!

Quantos já ouvimos de amigos as palavras: Nunca mais irei beber. Dá próxima vez irei me controlar. Nunca mais irei misturar vodca com suco de açaí. É conheço muitos que não bebem por medo da ressaca. Com a ideia de evitar os enjoos, as dores de cabeça e todas aquelas sensações ruins que veem no outro dia, isso se ainda não tiver aquela pior, a ressaca moral.
Certo, evitar essas ressacas até tem a sua lógica e coerência.
Mas quando ouço de alguém: Não irei beber por que tenho ressaca... Meu cérebro automaticamente liga esse cara, ao mesmo sujeito que não encara suas lutas por medo das derrotas. Que não joga bola na chuva com medo de pegar uma gripe. Que não vai a uma festa com medo de encontrar a ex-namorada com outro cara. Que não sai do emprego que detesta com medo de não conseguir outro. Que não se entregam a uma mulher, com medo de outro relacionamento fracassado. É pra mim o tipo de sujeito que insiste em se agarrar na sua zona de conforto, de mãos dadas com a comodidade e acariciando a mesmice.
E como dizem você não pode fugir para sempre. E um dia terá que encarar seus medos. E ai quando precisar fazê-lo não saberá como engatilhar a arma, ou recarregar os cartuchos. E logicamente você se ferir gravemente, ou ainda pior, será derrotado. Vai ter a sensação da inutilidade e da inexperiência. Pois assim como com a ressaca, você ficará inútil no dia seguinte. Porém se você não fugir dela, acumulará histórias com o pouco de lembrança que terá da noite anterior. E com o tempo vai descobrindo seus pontos fortes e fracos e as maneiras de driblar e diminuir as dores de cabeça do dia seguinte. Preservando os bons momentos vividos no bar e todas as mentiras que rolaram junto aos seus amigos bêbados inveterados. 
Beber é uma batalha. E o álcool como nosso inimigo, deve ser enfrentado até que ou nós ou ele, saia acabado. E verás que filho teu não foge a luta, nem teme a própria ressaca. Um dia perceberá que nascemos derrotados, mas prontos para batalhar e vencer. Pois vivemos na eterna busca da vitória. Logo, não batalhar é o mesmo que não viver. E é com esse pensamento que você vai entrar no bar e pedir umas doses e umas geladas e até alguns aperitivos para acompanhar.
Essa é a forma mais simples das tantas desistências que existem, por existir uma possibilidade de derrota. Como quando você desiste de conversar com aquela mulher sorridente, sentada sozinha no balcão, por acreditar que poderá levar um fora. Amigo, você já tem o “não”, logo até mesmo uma bofetada na cara vai lhe render uma boa história.
Não seja mais um covarde. Encare a sua ressaca. Entenda que ela existe e ponto. Procure você um meio de derrotá-la. Porém, abnegar do que você gosta por medo de que algo ruim aconteça isso pra mim tem apenas um nome, covardia! E sabem... não falo só de bebidas.