segunda-feira, 9 de abril de 2012

Amadinha

É uma história trivial, banal. Mas seria mesmo banal uma tremenda prova de amor? Antes de lhes contar a história, vou dizer-lhes, que muitas vezes podemos estar sendo muito amados sem nos dar conta. Muitos indagaram, será que isso é possível? Será mesmo que muitas vezes somos muito amados e não percebemos isso? Sem duvida.

Até por que, não tem outra razão que a célebre e imortal frase: “Eu era feliz e não sabia...” tomou fama perdurável em um samba de Ataulfo Alves. Quem me conhece sabe que costumo dizer que não há nada mais infeliz do que não sabermos “ler” os detalhes da felicidade, nos seus pormenores. Não é incomum, que são nos quase imperceptíveis momentos, que sinais de amor se revelam.

Contarei à história que acabo de ler. Uma reportagem sobre, amor maternal em um jornal. Uma garota relata que sua mãe a chamava sempre de “amadinha”. Era como carinhosamente sua mãe a tratava, amadinha.
Certo dia, a “amadinha” inicia um namoro, este que mais tarde ela a levaria para que seus pais o conhecessem. “Amadinha” solicitou à sua mãe que, por favor, não a chamasse de amadinha na frente do novo namorado, seria vergonhoso, um mico.

Não adiantou, a mãe não tivera culpa, era de seu costume. E no dia da apresentação, foi apenas assim que sua mãe se direcionava a ela – amadinha. Amadinha ficou totalmente sem graça. No outro dia junto das amigas contou a elas o mico que sua mãe lhe fizera passar. Uma de suas amigas ouvindo atentamente, seca uma lagrima e lhe diz: “Quem me dera! Sonhava com o dia que minha mãe me chamasse de amadinha...”.

Era aqui, nesse ponto, aqui que queria chegar. Quantas vezes na vida estamos sentados sobre um pote de ouro, de amor, sem percebermos. Sei que muitos se lembram destas “chatices” de mãe, mesmo você que talvez não tivesse uma, tinha alguém que fazia o seu papel.  De quando saiamos e ela logo dizia para que levássemos um casaco, esfriaria. Ou colocar na cabeça um boné, o sol estava árduo e forte. Ou o guarda-chuva, pois logo vai chover. Que não voltássemos tarde, cuidado daqui e cuidado dali... Será que depois de “velhos” recordamos de tudo isso e chamamos estes sinais de amor de mico?

Então repito. Amor esta nos detalhes, nisso que, não raro, não tomamos por amor. Mas é o mais legitimo. E não perceber isso é de uma tremenda insensibilidade. O amor deixa sinais, “micos”. Não é mesmo Amadinha?

Um comentário:

Outro Canto Banal disse...

Amor está nos detalhes. Que verdade e que bonito (:
Sorte de quem sabe enxergar....