domingo, 8 de abril de 2012

Ecoa na Eternidade

Vamos conversar como amigos em uma roda de bar? A você não bebe? Então uma roda de chimarrão? Ah também não toma chimarrão, não faz mal, vamos apenas conversar então, como amigos. Posso te fazer uma pergunta? Do que você precisa para viver?

Sei que o último texto que escrevi aqui abordou esse mesmo assunto, e ele anda bem batido e daí?. Mas os momentos atuais me fazem falar muito sobre isso ultimamente. E hoje li algumas matérias e soube de uma historia que tive que compartilhar aqui.

Essa pergunta não é difícil. Precisamos de pouco, ou melhor, só precisamos do bastante, isso basta. Certo, ai vem outra questão: e o que nos basta? Li sobre um estudo americano feito em um Hiper mercado. Levaram pessoas até lá e disseram para colocar 15 itens em seus carrinhos, produtos que elas considerassem indispensáveis para viver em uma ilha no  resto de suas vidas.

Acreditavam todos que seria uma tarefa muito difícil. Mas para a surpresa, não foi. Escolhido em média 10 itens, as pessoas já coçavam a cabeça: “de que mais preciso mesmo?... Humm. E pensavam.

O fato é que necessitamos bem menos do que imaginamos, e ai digo isso, pois conversando com um amigo de SP que me revela a história de seu avô. Um empresário, do ramo de comunicações, teve muito poder na TV, etc. Esse homem era muito bom na sua profissão, mas sua administração financeira nunca o ajudou com o dinheiro, a ter “futuro” Talvez nunca quisera. E o mesmo sempre escorregava em suas mãos. Mas sempre com sucesso e ativo. No dia que morreu seu neto me contou que o sujeito tinha apenas R$ 12,00 em seu bolso. Era tudo que tinha esquálidos e míseros 12 reais.

Refleti muito essa história e conversamos meu amigo e eu sobre esse fato. E então imaginei, e se tivesse morrido com 12 milhões? Como meu velho avô dizia: “caixão não tem gaveta”. E lembro-me dessas sabias palavras que certamente meu avô ouviu de alguém e aprendeu bem na pele essas palavras. E ai esse fato me remete a pensar nos estúpidos faraós que construíam formidáveis moradas, pirâmides, para eternizar a sua morte. Patetas.

Viver com o “bastante” é a suprema sabedoria. Coisa de poucos.
Vivemos o aqui, o agora, o hoje, ou não temos nada mais.

Nunca vou esquecer-me desse homem que morreu com 12 reais no bolso. Tinha pouco?
Tinha é muito! Não precisava de tanto para ir até o outro lado da vida, a morte.
Quer deixar riquezas? Quer Eternizar? Deixe idéias, arte, exemplos. 
E como foi dito no filme “Gladiador”: “O que FIZEMOS em vida, ecoa na eternidade”.
O que FIZEMOS, é o bastante.

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