quinta-feira, 5 de abril de 2012

Você tem sede de que?

Mais uma dose, e conversa de amigos, sim certamente você já debateu com algum amigo sobre os prazeres da sua vida.
E Quantas vezes questionado sobre algum deles, lhe vem muitas coisas em mente, e ao tentar traduzir lhe faltam palavras e você simplesmente responde “não tem como descrever”.

Penso uma lista de pequenos prazeres, destes que jogam a endorfina ao seu ponto mais elevado. E verificando esta lista, percebo que o pouco é muito, que essa tal felicidade realmente é simples. Pouco provável é admitir que tão pouco possa nos fazer feliz. Que não necessitamos de uma longa viagem para sentir o prazer de conhecer um lugar novo. Que não é preciso muito dinheiro para saborear uma comida fabulosa e muito menos para sentir o calor do sol, e o brilho de uma lua cheia. Pequenos prazeres e sentimentos procedem a grandes amizades, histórias de amor e paixão.

Como podemos ser felizes em residir numa cidade, onde apesar de da loucura e violência diária, temos a praça, o parque, o lago, talvez um rio ou até uma praia por perto. E todos os lugares tão democráticos que vocês encontram os mais diversos tipos de amigos, das patricinhas e mauricinhos até os mais loucos e excêntricos. A sensação de ouvir uma música que bate diferente em você e faz recordar da infância ou daquele incrível momento. A pessoa engraçada que te faz rir de praticamente tudo, até aquele colega de trabalho que te faz descontrair no momento mais estressante e sabendo que você não pode desconcentrar. Ou ainda, o prazer do sexo que faz suspirar e que não tem nada, nada equivalente.

O prazer descontraído de quando dançamos a nossa maneira, mesmo que seja esquisito parecendo um esquizofrênico, e de repente auferir que estamos praticamente em êxtase, numa sonora de prazer inacreditável entre o corpo e a música. Ou aquele prazer de brincar com uma criança, e ver a inocência em seus olhos. Praticar um esporte, correr, suar, se soltar, competir, voltar a brincar como uma criança. Ou um que sempre tive, mas estou retomando agora aos poucos, o prazer de escrever, de ler bons livros. Bom... Realmente muito bom. E mais ainda, (e um dos meus favoritos) convocar aqueles amigos para vir até o bar, chamar o garçom, sentar em torno de uma mesa e exprimir todo o pensamento, sem pressa de acabar, sem olhar para o relógio, por que nestes momentos o tempo voa. Tudo pelo simples prazer da boa companhia.

Porém prazer não é simplesmente o que nos faz bem, mas também o que faz bem ao outro. É ótimo ver alguém que você quer bem, conquistando algo que desejava, estando tranqüilo e feliz. E você ali saboreando o sucesso dele, ou quem sabe até ajudando. Ajudar dá prazer. Ainda temos o prazer de uma boa bebida, o vinho de uma boa safra, alguns algumas gostam de um bom chocolate, uma cachoeira, a cerveja gelada, o barulho, o silêncio, um bom filme, da adrenalina de uma aventura, mesmo sendo esta talvez um simples passeio de bicicleta, do carinho da família, de dormir abraçado, de uma massagem. Em suma, a lista é enorme e sempre vai variar de acordo com os conceitos e a cultura que temos. Vale tudo, desde que não prejudique ninguém.

Se você não concorda com nenhum item que foi citado, duas noticias, ou você não é deste mundo, ou sofre sérios problemas de depressão. Vamos lá liberte esta endorfina adormecida e saia. Os momentos que nos fazem feliz estão ai aos montes para se dissipar com o que nos importuna.

Tenha sede de viver! Garçom, cadê minha dose?

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